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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Começando o Ano com Vinhos

Primeira postagem do ano, começando com os vinhos tomados na ceia do ano novo.


Abrimos primeiro  o Mouton Cadet 2010, do château Baron Philippe de Rothshcild, um bordeaux tinto, irmão do branco que eu comentei aqui.  Como o branco me deixou bastante satisfeito, esperava bastante do tinto. Porém as expectativa não foi a altura. Por $16.15CAD eu esperava um pouco mais do vinho. Não chega a ser ruim, mas perto do branco, fica a dever. Em compensação, o Cahors 2010 do Château Saint Didier-Parnac não fez feio. Por $15.95CAD é bem próximo ao que eu tomei aqui. Recomendo para acompanhar carnes vermelhas. Grande escolha do amigo Rafael Menelau.


 Para a tradição da virada, não podia faltar um espumante. Fomos com um italiano, o Capené Malvolti ($14.85CAD) brut seco, seguido de um francês, um Les Truffes da Laurent Chaumet (esse deve vender no mercado, sem preço no SAQ). Dos dois, fico com o francês, que eu tomei depois. A diferença é grande entre eles, apesar do italiano ser dito frutado, o francês é disparado bem mais fácil de beber. Apesar da Itália produzir bons vinhos a um custo acessível, não foi bem o caso desse espumante. Nesse dia, o francês que o Fabio Diettrich trouxe ganhou disparado.


Finalmente, com a família reunida, fui com o meu cunhado Rafael comprar vinhos para a janta. Começamos com um Shiraz Reserve 2010 da Jacob's Creek de Barossa Valley ($19.95CAD no SAQ). É um dos vinhos mais badalados da Austrália. Ganha fácil da vinícola de segunda linha deles que eu tomei aqui, mas ainda assim um pouco atrás do Promised Land 2009 (mesmo post). Em seguida, tomamos um italiano, o Dogajolo Toscano 2011 da vinícola Carpineto, de uva predominante sangiovese. Esse eu achei bastante fácil de beber, apesar de não ter chego a um consenso com os demais degustadores da noite. No geral fico com o italiano, tanto por ser mais fácil de beber como pelo custo. Mas, para uma variada, o shiraz da Jacob's Creek é uma excelente pedida.

domingo, 7 de outubro de 2012

Geral de Vinhos

Eu ia fazer uma postagem individual de cada vinho, mas como foi acumulando ao longo dos últimos meses e eu ia acabar não falando deles em detalhes (até por faltarem descrições mais detalhadas de olfato e paladar), vai um apanhado dos vinhos diferentes que tomei recentemente. Para começar dois Shiraz tomados na sua terra de produção, a Austrália. Esses eu tomei quando fui ao IJCNN com dois colegas, o Luiz Oliveira e o Alessandro Köeirich.

Começamos com o shiraz 2010 Promised Land da Taylors, um vinho do qual não tínhamos ouvido falar nada. Mas arriscamos a compra por causa das medalhas na etiqueta e, surpresa, foi o melhor vinho que tomei na viagem. O defeito desse vinho é que não achei ele fora da Austrália, está fora do catálogo da SAQ. Custou 13 paus Australianos e valeu centavo por centavo o valor pago. Um vinho excelente para se tomar numa boa conversa, mesmo sem acompanhar um prato.


O segundo  vinho do dia foi outro shiraz, um 2009 do sudeste australiano, mas de uma vinícola mais conhecida, a Jacob's Creek. Apesar de bem conhecido como o vinho que representa o país, na Austrália esse é vinho de quitanda, custou 12 dólares Australianos e alguns centavos (aqui no Canadá custa na base do 14 dólares, é um preço razoável). A expectativa da reputação e a boa surpresa com o Promised Land fizeram com que o Jacob's Creek decepcionasse. Pelo menos o ano de 2009 não é um vinho tão bom assim para justificar o preço cobrado, já que por um dólar a mais compramos um vinho bem melhor, nem desce tão bem sem nenhum acompanhamento. Talvez com a harmonização ideal dê para revelar mais do seu potencial, mas como apenas um vinho para se tomar num bate papo, com certeza deve muito. Quem sabe um Jacob's Creek produzido em Barossa Valley (aqui no Canadá na base dos 19 dólares) caia melhor, mas esse ficou a dever.


O próximo foi um que o Rafael Menelau trouxe num dia que eu fiz uma pizza aqui em casa, um Chianti 2010 da Antolini Maza (italiano), um vinho DOCG (denominação de origem controlada e garantida, traduzindo para o bom português). Como todo vinho italiano, o preço é convidativo (acho que 15 dólares canadenses) e o sabor é excepcional, combinando perfeitamente com massas a base de tomate. Tomamos a garrafa como se fosse refrigerante, não sobrou nada para contar a história. Não só recomendo como compraria ele.


Para não ficar só nos vinhos tintos, também tomei com meus pais um Vigna di Gabri 2010 da vinícola Donnafugatta, um DOP italiano (denominação de origem protegida, outro sistema de nomenclatura italiano). Custou 19 dólares canadenses, mas o benefício dele é excepcional, ainda se levar em consideração que ele harmoniza com comidas a base de alho (no dia comi um filé de linguado com molho de alho), algo que me dizem que é difícil de se conseguir. Ele é uma mistura predominante de uva chadornnay e parte uva ansonica.


Já que falei de um vinho branco, falo de outro que tomei na sequência, um chadornnay 2011 da Citra Terre de Chieti (outro italiano). Como um bom chadornnay ele harmoniza bem com frutos do mar (comi salmão no dia), como todo italiano o vinho bom não custa muito caro e desce bem. Foram 9,95 dólares por uma garrafa de litro, achar um custo benefício melhor é complicado. Não abriria ele numa ocasião especial, mas para uma refeição quotidiana é um excelente vinho de acompanhamento.



Pra fechar, um shiraz californiano que tomei hoje, um Barefoot (sem indicação de ano de produção, deve ser um 2012, no máximo um 2011). Confesso que esse eu peguei olhando o preço, 9,95 dólares canadenses (só perdeu para um italiano que tomei com meus pais), para acompanhar uma lasanha que eu fiz no almoço. Tomando ele sozinho, não é nem de longe o melhor shiraz que eu tomei (fica abaixo do Jacob's Creek, por exemplo). Porém esse é um excelente vinho de mesa, bateu perfeitamente com o  molho de tomate da lasanha. Tão bom que tomei 2/3 da garrafa só no almoço (o resto foi fechado a vácuo e tomado durante a janta). Ele é um vinho com cheiro e fundo de madeira, como muitos shiraz. Compraria sem medo para fazer outra refeição.

domingo, 9 de maio de 2010

O Fim do Ferreomodelismo como o Conhecemos?

Uma das discussões mais recorrentes no meio de ferreomodelismo é a perda da relevância do hobby. As causas exatas são difíceis de analisar em conjunto, passam pelo custo, espaço requerido e chegam até mesmo no trabalho envolvido, bastante razoável (por exemplo, os modelos do Serrinha e da Heineken levaram uma semana e meia a toque de caixa). Porém, os efeitos são bem conhecidos, é difícil você ver o surgimento de novos praticantes. Culpa-se de tudo, principalmente internet e videogames nos dias de hoje, como na década de 60 deviam culpar a TV e o rock'n'nroll.

Um ponto chave, proposto por dois conhecidos recentemente, é mostrar ao jovem que há mais na vida além de videogame e internet. Verdade, há esportes, literatura, cinema, saídas no fim de semana, etc. Não cola tentar combater internet e videogame porque "atrofiam" o cérebro (opinião média dos ferreomodelistas, diga-se de passagem), porque temos dezenas de outras atividades que fariam o mesmo. É deplorável tentar travar esse combate, porque ele praticamente já está decidido e a coisa não é bonita para o meu lado ferreomodelista.

Aí entra um ponto que considerei recentemente e que a maioria torce o nariz, mas eu defendo mesmo assim. Pessoalmente acredito que o ferreomodelismo como hobby irá continuar, mas não será o ferreomodelismo como praticamos hoje. Aliás, arrisco um prognóstico de que a geração que está entrando agora talvez seja a última a praticar ferreomodelismo dessa forma, manipulando miniaturas reais. Digo isso porque o modelismo ferroviário quando criado, seja lá por quem ou onde, tinha apenas uma alternativa de reproduzir a realidade: fazendo em escala o que se via na realidade. Não existia outra maneira, era isso ou nada.

Como sou da área de computação, trabalhei com computação gráfica, realidade virtual e jogos, penso que, por mais que eu goste de modelar miniaturas, é algo que cada vez faz menos sentido. Hoje temos como reproduzir a realidade em um modelo tridimensional no computador de maneira bastante realista, com detalhes que nunca seriam possíveis nem mesmo em escalas grandes. Tem até mesmo a possibilidade de se colocar elementos ativos no cenário que nunca conseguiríamos colocar numa maquete tradicional. Na maquete tradicional os pedestres são chatos, ficam parados, como estátuas na praça. Num simulador de RV podemos fazê-los andar, esperar o semáforo/trem para atravessar e até mesmo embarcar no trem, quem sabe cumprir um itinerário casa/trabalho/padaria/casa.

Aí vem a reclamação de que "não é a mesma coisa".  Não é mesmo, nem é pra ser. Podem dizer que não dá para pegar, mas o orgulho do ferreomodelista é operar o trem sem tocar, fazendo com que ele realize as manobras da maneira mais parecida com a real. Praticamente, não haveria diferença nesse ponto numa maquete "virtual" (porque simulado até as tradicionais são). Mesmo quando diz-se que não envolve marcenaria, pintura, etc, tem o ponto de que as habilidades envolvidas são completamente diferentes. O conhecimento para manipular as ferramentas de um simulador computacional para obter um resultado excepcional é tão complexo como o para fazer uma miniatura "real". Não é porque a técnica é diferente da tradicional que ela deixa de ter valor ou ser complexa.

Nisso eu enxergo algumas possibilidades interessantes. Iniciativas como o open source e creative commons seriam uma oportunidade de se produzir conteúdo ferroviário como nunca antes visto, com esforços de colaboração grandes, dando acesso a muita gente, seja como "modelista" ou "rodador de trem". Pode parecer uma viagem minha, mas depois que lançaram o Train Simulator e o Trainz, o caminho inicial foi dado. Agora é saber como a comunidade vai caminhar, se para a extinção lenta ou para a adaptação em algo compatível com os recursos disponíveis nos dias de hoje. De quebra, poderíamos até dizer que ferreomodelismo seria um hobby "sustentável" e ecologicamente correto, afinal, um CD ou pendrive poderia levar a maquete para qualquer lugar.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Kick Ass

Disclaimer: não gosto de quadrinho americano, com raríssimas exceções. Acho o traço feio e, em particular, não me atrai o modelo de roteiro atrelado a um modelo de negócios limitador. Dito isto ...

Li neste fim de semana o quadrinho Kick Ass, série em 8 parte de Mark Millar e John Romita Jr. De longe, o melhor quadrinho que eu encontrei nos últimos tempos. A estória se passa em torno de Dave Lizewski, um zé ruela normal que decide fazer justiça com as próprias mãos e se veste como super-herói. Só que é um super-herói diferente. Seus pais não foram mortos por bandidos, ele não foi picado por uma aranha radioativa e nem mesmo ele é um exilado de um planeta condenado.

Ao invés de punir os vilões com punhos de aço, são punhos de aço alheios que o mandam para o hospital. Passagem na qual ele ganha os únicos "poderes" dele, um reforço de platina nos ossos e três placas de metal na cabeça. De resto, Kick Ass, alter-ego de Dave, é tão herói como um sujeito de cosplay numa convenção de quadrinhos.

Mesmo assim, Kick Ass vira uma celebridade por fazer do jeito que dá a sua rotina de herói. E é nesse ponto que o roteiro deslancha de vez. Como todo super-herói, Kick Ass tem seus pares, centrados em Red Mist e a dupla Hit-Girl e Big Daddy, uma menina de 10 anos e seu pai super-protetor. Apesar de secundária, Hit-Girl acaba sendo o destaque desta primeira série de Kick Ass, seja pela atitude (boca-suja) que impressiona os seus inimigos, ou pela habilidade como máquina de matar, tudo isso numa menina de apenas 10 anos. O que é um contra-ponto interessante, já que o Dave não consegue fazer 1/5 do que ela faz.

Claro, todo herói tem seus vilões e os delinquentes de rua à máfia de Nova Iorque caem como uma luva numa estória de heróis pautada nos limites do que seria plausível no mundo real. Como o Kick Ass é um herói sem maiores poderes, outros começam a imitá-lo, o que desperta no Dave a sensação de realização a inveja, como quando o Red Mist fica mais conhecido do que ele. E é nessa hora que o quadrinho é interessante, porque o lado super-herói é necessário, mas ele é pano de fundo para a fase pela qual o personagem passa de auto-afirmação e crescimento. Por mais que ninguém em perfeito juízo vá fazer o que o Dave faz, certamente há um eco com a geração de jovens que irá ler o quadrinho.

Mergulhado em referências pop e de quadrinhos, a série não esconde em nenhum momento de que bebe em fontes como outros quadrinhos (Homem-Aranha, Batman, Super-Homem, etc), séries de TV (Heroes), jogos (Hit-Girl e Big Daddy? Que tal Hitman e Bioshock?), etc. Nessa hora que ela tem um papel semelhante a "O Diabo Veste Prada". Ao mesmo tempo em que ela destrói tudo o que há de dogma no mercado de quadrinhos, ela reafirma o mercado e se apresenta como elemento catalisador, o produto de tudo o que veio antes dela e parte de um fluxo maior.

Claro, como tudo o que faz sucesso, foi produzido em conjunto um filme que estreou na semana passada, dirigido por Mathew Vaughn (Stardust) O filme foi bem de crítica e de bilheteria, já tendo previsão de estrear por aqui em Junho. Até lá, fiquem com o trailer dele ou leiam o quadrinho. Apesar do desenho feio, a estória vale a pena.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Maquete Nova

Um dos meus (muitos) hobbies é o ferreomodelismo, que pode ser praticado de diversas formas, como na modificação e construção de modelos, ou a construção de maquetes, as duas ramificações que eu pratico em especial. No Brasil tem um fabricante, a Frateschi, que foi como eu conheci o hobby em 82 e entrei de cabeça em 87 (sim, faz tempo).





Não é minha primeira maquete, mas a quarta (ou terceira, se desconsiderar um diorama turbinado com operações como maquete), sendo a segunda em escala HO (1:87, a mais comum). Como eu queria colocar a criançada mais perto do modelismo e, quem sabe,  ganhar um colega praticante a longo prazo, resolvi fazer uma maquete pequena (1,6x1,2m).



A escolha do tamanho é mais pela possibilidade de acabar a empreitada em pouco tempo (2 a 3 meses) do que por falta de espaço, já que o quarto em que essa se encontra é pra construir uma maquete com dois, ou três níveis, e mais de 40 metros de linha linear. Essa levará anos, então, melhor algo rápido para satisfazer a criançada.



Chamei a dita de Companhia Ferroviária Salto do Lontra - CFSL, em homenagem à cidade no sudoeste do estado do Paraná (sim, a cidade existe, tem até Rotary Club), representando uma linha concessionada à ALL, concessionária das linhas da antiga SR-5 da RFFSA. Na Salto do Lontra original não passa trem, mas é esse tipo de licença poética que torna o ferreomodelismo interessante, já que o objetivo não é unicamente modelar a realidade de acordo com o que a gente pode observar no mundo real, mas sim criar realidades hipotéticas que sejam razoáveis dentro do que se espera no contexto de uma cidade de beira de linha.



Até agora foi a parte fácil. Apesar do planejamento e construção do tablado demandarem tempo, colocar os trilhos vai rápido. O que demora mesmo é construir o cenário, a próxima etapa. Nessa maquete  vai ser bem variado, com um divisor de cenário para que a maquete possa ser vista como duas localidades distintas, sem que uma atrapalhe a visualização da outra ( o que não é pouco para uma maquete tão pequena).

A medida que a coisa for evoluindo eu vou colocando mais fotos. Enquanto isso, me divirto com o Angelo e a Bia, que por mais que não entendam bem o hobby, ficam fascinados com um trem miniatura que a gente pode controlar e levar vagões de um lado a outro :).

terça-feira, 16 de março de 2010

Império do Mal?

Se você compra jogos legítimos de PC por download, são grandes as chances de que você tenha comprado através do Steam, da Valve. Seja pela comodidade, confiança no serviço, pelo catálogo imenso, etc; não faltam razões para usar o serviço.

O porém é que algumas coisas no Steam, como a API Steamworks, apontam um cenário de monopólio iminente. Coisa que vai incomodar muita gente quando a distribuição digital se tornar o padrão e a Valve for a alternativa que não se pode ignorar e, muitas vezes, escapar.

Para quem se interessa pelo assunto, artigo em inglês na The Escapist Magazine, muito bom.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Saudades

Me lembro do dia que saiu o Halo 2, que teve a Halo-flu, com faltas em massa no trabalho e escola. Hoje sai o Final Fantasy XIII do PS3, se eu estivesse em algum lugar mais civilizado do que aqui no Brasil, provavelmente teria pré-encomenda para buscar um na EB Games e nem apareceria no laboratório. Saudades desse tempo bom do doutorado, em que a maior preocupação era acabar uma tese.

Tá, eu sei que TAMBÉM sai o FFXIII do Xbox 360, mas esse não me interessa :P ...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Como Fazer Pizzas em Casa

Quem acompanha o blog já deve ter visto que minha investida culinária recente tem sido fazer pizzas, coisa já comentada nesse post mais antigo. Porém faltava um investimento final: um forno a lenha. Coisa que eu fiz na reforma da edícula da casa, aonde temos agora um espaço gourmet com churrasqueira e forno de pizza :). Como não sou de guardar segredo, explico passo a passo, da massa até a retirada do forno. Agradecimentos ao Diego Simioni, ex-aluno de Ciência da Computação na PUCPR que me passou a receita e a Mel por ter achado o jeito certo de fazer o fogo no forno.

A Massa

A receita é simples pra caramba que chega a parecer mentira, mas vamos lá:
  • 1kg de farinha de trigo.
  • 500ml de água.
  • 50ml de azeite de soja.
  • 30g de sal.
  • Fermento biológico: 20g de fermento seco, ou quatro tabletes do tradicional. Não pode ser fermento químico!
Basta misturar os ingredientes até ter uma massa razoavelmente homogênea. Eu misturo bem os ingredientes secos, para depois adicionar a água e o azeite, já virando a massa para facilitar a distribuição. Para acertar as quantidades, ajuda muito ter uma balança e copos graduados.

Uma vez feita a massa, deixe-a descansar por 15 minutos numa vasilha em lugar sem vento, coberta com um pano úmido. Em seguida, partimos a massa nas bolinhas que vão virar os discos de pizza. Para essa receita, dá para fazer 5 massas de 30cm, cada uma com peso aproximado de 350g. Disponha as bolinhas em uma ou duas travessas altas, espaçadamente, para que a massa cresça. Deixe crescer em lugar sem vento e coberto por um pano úmido.

O tempo mínimo para crescer a massa é de 2 a 3 horas, dependendo da temperatura, mas se deixar a mais não tem problema. Como ela para de crescer depois de um momento, melhor pecar por excesso. Normalmente eu deixo 5 a 6 horas. Caso esteja um dia muito frio (coisa comum em Curitiba), dá para aumentar um pouco a quantidade de fermento biológico, o que acelera o crescimento.

Molho e Coberturas

Eu costumo preparar a cobertura (ou recheio, como alguns dizem) de antemão. Queijo é mais fácil de usar ralado, mesmo em pizza 4 ou 5 queijos. Nessas pizzas de queijo, vale usar parmesão ralado de pacotinho se for do grosso (como o Parmissimo, italiano). Para queijo catupiry, você deve aplicá-lo só depois de assar a pizza, usando um aplicador de detalhes de bolo, senão queima. Na falta de catupiry, vá de requeijão, que é exatamente o que o catupiry é (aliás, Catupiry é marca apenas, não tipo de queijo). Só não compre requeijão de uso culinário, que precisa ser assado e não dá para fazer isso no forno a lenha.

Cebola eu prefiro a roxa para a pizza portuguesa, é mais saborosa que a comum. Se você gosta de pizza de atum, vai uma lata por pizza de 30cm. Finalmente, o molho eu sou preguiçoso e compro um da Pomarola pronto para usar em pizza. Fica muito bom. Calabresa é só cortar em rodelas finas. É mais chato do que difícil.

Pizzas doces eu faço de brigadeiro e banana. Como acho heresia colocar queijo em pizza doce, só uso brigadeiro e asso a massa, colocando o granulado no final (senão ele derrete ou queima). Já a de banana eu uso leite condensado no lugar do queijo e coloco rodelas de banana caturra (ou nanica, se você não for Paranaense), cobrindo com canela em pó. Obviamente não vai molho de tomate e orégano nestas pizzas.

Prepare tudo, rale o queijo, corte a cebola em rodelas, moa o queijo gorgonzola, etc. Acondicione tudo em sacos plásticos e/ou potes. Não invente moda de fazer na hora. Mesmo em pizzarias funciona assim e você vai fazer uma pizza atrás da outra.

O Fogo no Forno

Essa parte foi a motivação deste post. Não foi uma ou duas vezes que ouvi histórias de pessoas que se frustraram ao colocar um forno de pizza em casa. Mudavam alguns detalhes, mas a moral é que a pizza ficava uma porcaria, que não assava direito, etc. Teve até o amigo de um cunhado que chegou a desmontar o forno. O problema é que forno de pizza não vem com manual (diz a lenda que o meu deveria ter um) e não é trivial descobrir o jeito certo por tentativa e erro.

Um consenso é de que devemos aquecer o forno, só que ninguém explica direito como aquecer. Não basta deixar a lenha queimar por 1,5 horas, tem que saber o local no qual ela deve queimar: em cima de onde você pretende assar a massa, quase na boca do forno, como na foto abaixo. Por que isso? Porque a massa tem que assar por baixo, para dar consistência, não por cima, o que queimaria a cobertura. Esse é o maior erro pra quem é novato em forno a lenha para pizza, coisa que a Mel achou em um fórum via Google. Quando eu digo aquecer o local por 1,5 horas não é piada: é isso mesmo, podendo levar até mais tempo dependendo do tamanho do forno.


Claro, vai bastante lenha, em torno de 10 a 12kg (bracatinga). Detalhe: não pode ser madeira tratada (usada em construção, móveis, etc). Esse tipo de madeira recebeu produtos químicos que podem contaminar a pizza e, bem, não quero imaginar a dor de barriga no dia seguinte. Eu compro lenha em distribuidor de madeira e carvão. A última foi no Carvão Curitiba, no Hauer. Custou R$10,00 o saco de 18kg, bem em conta. Dá até para comprar em supermercados, casas de carne e outros locais, mas é bem mais caro (digamos, 4 a 5 vezes mais caro).

Depois de aquecido, basta empurrar a lenha para as laterais do forno com uma pá e colocar as massas, uma por vez, no forno. Na foto abaixo eu coloquei muito no fundo (tanto que a borda queimou um pouco). Nas seguintes eu deixei quase na entrada e deu certo. Para colocar, use uma superfície de madeira e, se precisar, empurre com algo para sair. Leva em torno de 4 minutos para assar a massa e a cobertura, tempo no qual você deve girar a massa usando uma pá de metal para que ela asse uniformemente.


Depois de bem aquecido, dá para fazer uma pizza atrás da outra. Meu recorde de produção foram 14 pizzas em uma noite (fiz 2,5kg de massa). Recorde não de duração do calor do forno, diga-se de passagem, mas foi o que 8 adultos e 4 crianças comeram. Outro dia foram 6 adultos, duas crianças e 1,5kg de massa (8 pizzas), então isso dá uma idéia do consumo médio. O resultado de uma pizza assada fica parecido com a próxima foto, só que sem a borda queimada :).


Depois de aquecido o forno, você pode precisar colocar mais lenha para queimar ou não. Por exemplo, no dia em que eu fiz as 14 massas, eu fui colocando lenha de tempos em tempos para manter o forno bem quente. Nas 8 massas não precisou, mas as últimas demoraram um pouco mais para assar.

Como Acender o Fogo?

Essa parte é chata para principiantes. Afinal, um toco de lenha não pega fogo com um palito de fósforo. Eu faço uma bucha de papel embebida em álcool e coloco no meio do local do fogo. Em seguida, faço uma "pirâmide" de gravetos, ou cepos de lenha (dica: vende no distribuidor de lenha), que pegam fogo bem fácil. Para ajudar, jogo um pouco de álcool em cima. Pode abusar nos cepos porque são eles que vão iniciar tudo. Em seguida, coloco em torno de 4 pedaços de lenha em volta da pirâmide e acendo o fogo. Se tiver um fole (ou bom fôlego) dá para ajudar no início. Depois que o fogo está alto, é só colocar a lenha sem maiores preocupações.

Se a lenha estiver um pouco úmida, deixe ela na boca do forno, aproveitando o calor para ajudar a secar. A solução ideal, claro, é deixar a lenha secando num dia de sol antes de estocá-la para uso.

E Se Eu Não Tiver Forno a Lenha?

Dá para fazer a pizza no forno a gás também, só que aí tem um macete: tem que pré-assar a massa antes de colocar a cobertura. Ajuda usar uma forma de pizza furada em baixo, mas o cozimento do forno a gás acontece por cima, não por baixo. Se colocar a massa crua no forno com a cobertura, assa a cobertura, mas não a massa.

No forno a gás eu assava primeiro os dois lados da massa, depois que eu assava com a cobertura. Por questões práticas, é melhor pré-assar todas as massas no forno, aí acelera o processo (demora muito assar uma a uma por completo). Detalhe: não fica tão bom no forno a gás, fica muito diferente o sabor. Se você achar que fica bom no forno a gás, acredite, no forno a lenha é melhor ainda.

Algo Mais?

Recomendo um bom azeite de oliva, extra virgem, como o Andorinha (com bico dosador, ótimo) ou o Galo. Para acompanhar, um vinho tinto encorpado, como um Cabernet Sauvignon, Merlot ou Carmenère. Só não beba vinho com a pizza de atum, porque peixe combina mais com vinho branco ;).

Aos aventureiros, bom apetite, porque a diversão é garantida.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Quem mandou perguntar ...

Eu sempre me perguntei quem comprava os pacotes de músicas do Rock Band e do Guitar Hero. Afinal, custa US$5.00 para ter três músicas a mais, é caro perto do jogo que vem com mais de 50 músicas e custa US$50.00.

Isso até eu ter o Rock Band 2 e achar o pacote de músicas do Franz Ferdinand ...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Porque Acredito que o iPad Pode Falhar

Muito tem se falado do iPad, seja bem ou mal. Porém, o mais importante, que é o que pode fazer do iPad um sucesso ou fracasso, poucos discutem: será que o mercado está no ponto para substituir livros impressos por arquivos? Essa é a pergunta correta para que o sucesso da Apple na área musical se estenda aos livros.

Falar do possível sucesso do iPad sem entender o sucesso iPod é enganoso. Enganoso porque o MP3, um formato digital de música, já era padrão de fato para áudio mais de 5 anos do primeiro iPod ser lançado. Mais importante, o MP3 e formatos semelhantes não mudaram de maneira significativa a forma pela qual as pessoas escutavam as suas músicas. Mudara apenas a forma na qual a música era armazenada, mas não mudara o como se escutava música: em alto-falantes ou fones de ouvido.

Agora, temos o mesmo acontecendo com livros? Temos formatos razoavelmente estabelecidos, como o PDF. Mas, até agora, usar um livro digital implica em mudar o jeito que se lê o livro. Tela de LCD/LED não é igual a papel. Não tem a mesma relação de contraste, não tem a mesma resolução e, mais importante, cansa mais os olhos, em especial pela emissão de luz da tela. A experiência é outra e, ao meu ver, as discussões do iPad, Kindle e outros leitores passam ao largo desse ponto crucial.

Pessoalmente, não curto ler livros na tela do computador e não vejo porque ler um livro no iPad seria muito diferente. Claro, a ergonomia seria outra, mas a tela continuaria sendo um problema. Quem sabe, se a Apple ou Amazon encontrarem uma maneira de melhorar a leitura nos dispositivos, eu até venha a comprar um. Mas até lá, o papel impresso continua sendo melhor.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O Natural Arcade Controller do PV

Na busca de um controle que preste para jogos de luta o BlazBlue no PS3, resolvi construir o meu próprio controle arcade, usando peças de máquinas de fliperama. O resultado é o que aparece na foto abaixo, já funcional com um controle USB de PC dentro. Sim, o PS3 aceita controles USB genéricos, no meu caso foi um da Shark que custou US$5 no PY.


O que esse controle tem de natural é a disposição da alavanca direcional e dos botões, que ficam em diagonal, não paralelos à caixa do controle. Seja no fliperama ou em casa, os nossos braços ficam numa linha convergente, então resolvi adaptar o controle para ficar mais natural ao corpo. Assim, apertar os botões fica desse jeito:


Segurar o direcional, os botões e tirar foto sozinho fica difícil, então deixo por conta da imaginação de vocês o resto, mas a ideia é a mesma. O controle ficou muito bom, só achei que a alavanca do direcional que eu usei não foi lá essas coisas, ela pega muito bem as quatro direções principais, mas tive que dar uma ajustada nos micro-switches para as diagonais, essenciais em jogos de luta em geral.

Para quem quiser arriscar o seu também, seja para o videogame ou para usar com o MAME no PC, não é difícil. Os botões e alavanca dá para achar no Mercado Livre bem fácil. A caixa de madeira eu usei uma pronta, que tinha numa loja de artesanato em Curitiba. O controle qualquer loja de videogame tem, mesmo no Brasil. O mais difícil é a habilidade com o ferro de solda e ter a serra de copo nos tamanhos certos para furar os botões, mas nada de excepcional. Um projeto legal para o fim de semana. Quem quiser o arquivo SVG (Inkscape, Corel Draw, etc) do layout dos botões, é só pedir.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Global Game Jam - Resultado

Saiu o ranking dos jogos do Global Game Jam 2010 em Curitiba. Poxa, que legal, no que pode ser considerado a classificação dos melhores jogos, o Aliens and Zombies ficou em 3º lugar dentre os 8 jogos (item Melhor Jogo no Geral). A votação usada no Global Game Jam de Curitiba considera pontos separados sem fazer um esforço de fechar um total significativo, então tem que pegar os itens mais relevantes mesmo. Pessoalmente, esse item é o mais top da lista, então motivos de alegria eu tenho de sobra :D.

Divertido foi a gente ser segundo lugar para Jogo mais Educativo (!?), já que o jogo não tem nada de educativo, por assim dizer :). Mas foi bacana a gente conseguir o segundo lugar como Maior Preocupação com os Detalhes, já que fizemos um esforço para polir a interface gráfica, usando apenas linguagem icônica para evitar textos (explicar o jogo assim não foi fácil), com animações para todos os personagens, efeitos sonoros adequados em cada lugar, etc :).

Agora é esperar o próximo Game Jam :).

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Global Game Jam 2010 - Resumão

O programa do FDS para desenvolvedores de jogos de Curitiba foi longo. Desenvolver um jogo das 17:00h de sexta dia 29 de Janeiro, até às 16:00 de Domingo dia 31, para apresentá-lo na sequência. É exatamente isso o Global Game Jam, que eu não perdi a chance de participar. 48 horas depois e uma boa noite de sono, posso comentar mais detalhes.

Participantes na sede de Curitiba, na PUCPR

Claro, quem acompanha o meu Twitter deve ter recebido todas as novidades e fotos praticamente em "tempo real". O evento consiste em, obviamente, desenvolver um jogo completo nas 48 horas (47 no nosso caso) dentro do tema dado, com as restrições propostas. O tema deste ano foi deception (enganar), com as restrições do nosso fuso horário line, mine e pine (cada fuso horário tem restrições diferentes). Engraçado foi o sujeito que deu a entrevista em Recife dizer que o tema do ano foi "decepção". Dá-lhe falso cognato.

Link
Team Grayscale - da esquerda para a direita, no fundo,
Christian, Diego, Flavia e Bruno
, na frente, eu

Formei uma equipe com ex-alunos de ciência da Computação, da época em que eu era professor na PUCPR. Gente finíssima, o Christian, o Diego, a Flavia e o Bruno. O jogo foi de ação top view, chamado Aliens and Zombies (versão Linux e Windows para download), tendo como objetivo enganar os inimigos, já que o jogador não possui armas. Nada extremamente original, mas o jogo saiu bem completo, o que foi uma coisa boa, já que algumas equipes se aventuraram em projetos mais complexos (e não necessariamente originais) que não chegaram nem na metade do caminho.

No final, todo mundo se divertiu pra caramba, com muita história para contar, entregadores com verdadeiras torres inclinadas de pizza perdidos no campus da universidade, café da manhã surpresa e "conquistas secretas", como a pizza especial para os que estavam acordados e trabalhando às 5:00h da manhã. Ano que vem eu vou se tiver de novo.

Enquanto isso, fica o registro em vídeo (720p) do desenvolvimento do jogo.



Para os que acharem legal, uma apresentação (em inglês lesado pelo sono) do jogo e da equipe.