Mostrando postagens com marcador vinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vinho. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ironstone Obsession 2011

Pois bem, eis que volto a escrever sobre vinhos depois de um tempo parado (mudança e otras cositas más). Apesar do backlog de vinhos, deve ter uma meia-dúzia esperando algumas palavras minhas, vou falar hoje desse vinho de usa symphony, desenvolvida na Califórnia. Vamos falar do Obsession 2011, da vinícola Ironstone. A uva symphony é uma mistura a partir de uvas moscatel da Alexandria com grenache cinza. É um vinho branco e meio seco, o que me fez ter certas reservas de início (meio seco, fala sério, toma refrigerante de uma vez). Mas a descrição de que ele acompanha bem queijos persillés, como o gorgonzola ou o outros bleus, me animou.




Pois bem, surpresa! O vinho combina perfeitamente com os queijos esverdeados e seus semelhantes. Não que eu duvidasse da descrição no SAQ, mas é uma daquelas combinações raras de sabores, em que os sabores não só se complementam, mas se amplificam e criam um terceiro sabor, muito superior aos sabores originais. A ressalva fica por conta de que o vinho não combina bem, necessariamente, com outros queijos. O petit rubys (um queijo mole de sabor forte), que eu comi junto, não teve grandes problemas (só não gerou um sabor novo), mas o queijo de cabra (terceiro da noite, afinal, era um jantar de queijos) gerou um sabor não muito agradável. 

O mais interessante foi quebrar o mito de que queijos fortes combinam com vinhos tintos. Definitivamente o queijo de cabra encontraria um contra-ponto mais adequado com um tinto, mas os queijos persillés, apesar de fortes, não combinam bem com um tinto como eles combinam com um vinho da uva symphony. Lendo um pouco mais descobri que vinhos brancos vão melhor com esses queijos. Um bom ponto de partida para explorar um pouco mais os vinhos brancos, apesar da minha preferência pelos tintos secos.

No final, vale a pena? Pelo preço de $14,80CAD no SAQ, é um vinho para se tomar nas ocasiões especiais em que se vai degustar um queijo verde, então é com certexa um vinho para se tomar com os amigos numa noite de queijos e vinhos, em que a fartura de opções impera, seja nos queijos, ou nos vinhos. Para uma aventura solo, é um pouco mais arriscado. Com o baixo teor alcoólico, apenas 11,5% (é um meio seco) o vinho foi inteiro, então, pode valer a pena de acordo com a ocasião.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Les Comtes Cahors Malbec 2011

Esse é irmão do Les Comtes Cahors 2011 que eu tomei aqui, também do Château de Mercues. Como o nome sugere, apesar da ser uma mistura de Malbec, Merlot e Tannat, a uva predominante é a primeira. O seu irmão já levava uma mistura maior de Malbec do que os outros Cahors que eu tomei, mas esse é mais ácido. É um vinho prêt à boire, pode ser tomado imediatamente ou estocado por até cinco ou sete anos, de acordo com a safra.


Para o serviço, é um vinho para se tomar apenas na temperatura ideal (de 16 a 18ºC), acima disso chega a ser difĩcil de beber. Abri a garrafa na temperatura ambiente e me arrependi. Nada que um pote com água gelada, sal grosso e um pouco de paciência não resolvessem, mas é bom manter em mente isso. Mesmo na tempratura ideal, o vinho não é um espetáculo de sabores como outros cahors que tomei antes, como o Château Didier Parnac 2010 ou o Château de Goudou 2011. Some a isso um preço de $14.85 CAD (quase o mesmo que os outros melhores), fica difícil justificar a compra, nem mesmo pelo critério variação (já que tem outros melhores na mesma faixa de preço).

 Mas dito tudo isto, vale a pena a observação de sempre: sobrou quanto da garrafa? Tomando sozinho, depois de um dia cansativo de trabalho, no qual a gente tende a ser um pouco mais indulgente e exagerar na perspectiva do fim de semana, sobrou pouco mais de 1/3 da garrafa. Muito para um vinho bom, mas longe de ser um vinho ruim. Só que pelo mesmo preço, tem vinho melhor que a gente seca a garrafa com gosto.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Baron Philippe de Rothschild - Cabernet Sauvignon 2011

Para variar, vamos com mais um vinho degustado na noite de hoje, para compensar o dia de trabalho cansativo. Dessa vez o escolhido foi um Caberbnet Sauvignon. Mas da vinícola francesa Baron Philippe de Rothschild. Talvez por não se um profundo entendedor da enologia francesa, fiquei surpreso em encontrar um vinho francês de cépage pura. Em gera, os franceses preferem as denominações controladas, como Bordeaux ou Cahors, que na verdade são misturas de várias uvas (para sabores mais ricos) e produzidos em uma região específica. 


Ao custo de $13.70CAD na SAQ,  o vinho atropela qualquer argentino ou chileno que eu já tomei na mesma faixa de preço no Brasil. É um vinho encorpado, mas que desce bem com o prato preferido de sexta a noite (pizza). Para variar, vou usar o critério PV de avaliação. Como a foto mostra, não sobrou nada para o dia seguinte, o que indica que o vinho é bom assim. É mais um daqueles para guardar no blog até o dia em que tiver a adega refrigerada em casa para manter uma boa quantidade para receber os amigos.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Louis Eschenaeur Bordeaux e Zéphyr

Seguindo a tradição de vinhos, vamos a mais dois que eu tomei recentemente. Pra começar, um Bordeaux tinto 2011 da Louis Escheneauer. Ao contrário do Mouton Cadet que eu tomei aqui, esse eu gostei. Ainda não foi um gostar estilo Cahors, mas certamente é um Bordeaux que eu repetiria a dose em outra oportunidade. O preço é amigável, $15.50CAD, ainda mais na oferta que dava desconto de três dólares na SAQ. Provavelmente devo experimentar outro Bordeaux, talvez de uma gama mais elevada, para ver se achou um coup de coeur. Até agora, se fosse fazer um jantar em casa para amigos, talvez levasse uma garrafa de bordeaux para aumentar a variedade. Mas numa contenção de gastos, não teria pena em deixar um Bordeaux para levar um Cahors. Como curiosidade, o capricho da vinícola é impecável, garrafa com detalhes em relevo e etiqueta com número serial completam o pacote.


Finalmente, o Zéphyr, um vinho de sobremesa diferente, de morango, produzido aqui no Québec e com cara de vinho rosé. Eu acho estranho algo feito de morango ser chamado de vinho, mas se os especialistas chamam, não discuto. É um vinho caro, $27.00CAD na SAQ, acho que o mais caro que eu comprei para consumo pessoal (presente a gente abre a mão). Ainda mais se pensar que é uma garrafa de 500ml. Comprei não só porque o vinho é bom, mas porque a Melissa gostou dele na degustação, coisa rara. A sorte é que provei ele logo depois de comermos um doce, que é o jeito certo de se tomar esse vinho. Tentei tomar ele "no seco", sem um acompanhamento doce, mas o resultado não foi bom. Ao contrário de um vinho do Porto, que vai bem mesmo sozinho ou como aperitivo. Fazer uma descrição de aromas e sabores desse vinho é sacanagem, ele cheira a morango e tem gosto de morango. Como era esperado. Recomendado para fugir do lugar comum, mas só de vez em quando.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Les Comtes - Cahors 2011

Seguindo a tradição de falar de vinhos no blog, vamos hoje falar de um Cahors, que está se tornando uma preferência nos fins de semana. Dessa vez é um Les Comtes, do Château de Mercues de 2011. Como todo cahors que se preze, é um vinho com aroma de frutas e de flores e que vai bem com carnes, mas combina bem com a pizza de sexta-feira sem maiores problemas (mais pelo molho de tomate, diga-se de passagem


O preço dele é bem amigável, $14.85CAD no SAQ. Ele pode ser tomado até 7 anos depois do ano de produção, mas também pode ser bebido logo após a produção sem maiores prejuízos. É um vinho que se compara bem ao Château de Gaudou. Apesar da diferença de preço ser pequena ($0.30CAD), a composição desse é bem diferente, 70% de uva Malbec, 20% de Merlot e 10% de Tannat. Ao contrário do Gaudou, que eu tomei a garrafa na boa, o fator tânico mais elevado do Les Comtes (10% de uva Tannat, contra 5% do Gaudou) fez com que sobrasse um pouco. 

No preço normal, ficaria com o Château de Gaudou, mas na oferta, como hoje, o Les Comtes é uma excelente pedida. Se bem que arrisco dizer que se o vinho se chamar cahors, ele tem grandes chance de agradar.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Gray Fox Chadornnay 2011

Fazia tempo que não postava sobre apenas um vinho, mas como hoje estava inspirado, vamos lá. O vinho da noite de hoje é um chadornnay 2011, da vinícola Gray Fox (Califórnia). Esse eu não escondo, comprei pelo preço abaixo da casa dos 2 dígitos ($9.60CAD no SAQ). Também pela vinícola, que invoca Metal Gear 2: Solid Snake no nome e no desenho do rótulo.


Como todo chadornnay, é um vinho fácil de beber. Tomei ele acompanhando uma pizza de 3 queijos e aprovei sem maiores restrições. Para a pizza de pepperoni e bacon não combinou muito bem, mas isso já era esperado. Fazendo uma comparação, ele está abaixo do Mouton Cadet branco (Bordeaux branco, predominante chadornnay que tomei aqui), mas com o preço quase $6 mais barato, não tem problema. O problema é que ele não é tão acima do Citra Terre de Chieti 2011, outro chadornnay que tomei aqui. Além de ser uma garrafa de litro, esse italiano custa $9.95, uma barganha se você está procurando um vinho branco italiano para tomar com alguns amigos.

Pelo custo benefício, se fosse tomar com alguns amigos e impressionar com um vinho bom e de baixo custo, iria de Terre de Chieti sem medo (um litro dá para três pessoas normais fazerem uma janta/almoço). Mas para tomar sozinho, sem maiores compromissos e sem preocupação de jogar vinho fora na sequência porque não tomou tudo, o Gray Fox é uma boa opção de custo/benefício/sabor. Isto é, se você não se empolgar e tomar sozinho quase toda a garrafa, porque o vinho desce bem mesmo.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Château de Gaudou - Cahors 2011

Eu achei que não ia mais falar de vinho esse ano, mas esse de hoje merece uma postagem extra. Comprei um Cahors 2011 do Château de Gaudou (França), a $15.15CAD no SAQ. Não costumo confiar muito em selos de premiação nos vinhos, mas esse é um dos que faz jus a sua etiqueta dourada.


É um vinho fácil de tomar, com uma mistura de uvas Malbec (80%), Merlot (15%) e Tannat (5%). É um vinho frutado e pouco tânico (mais pela mistura de 5% de uva tannat no meio), que combina bem com queijos fortes ou moles (comi com queijo roquefort e brie), lasanha ao sugo ou bolonhesa (que comi do soborô do almoço) e carnes assadas. 

Mas, a melhor maneira de se passar a impressão do vinho é pela empolgação com que o tomamos. No caso desse, tomei a garrafa na janta. De uma vez só, sem deixar um resto para o dia seguinte (e ainda vim aqui escrever sobre ele). Acho que isso sozinho diz muita coisa.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Encerrando os Vinhos do Ano

Tem vinho nessa lista que tem mais de 2 meses esperando para ser comentado. Como esse provavelmente deve ser o último post sobre vinhos que faço em 2012, vamos fechar o ano com uma lista variada de vinhos, incluindo um branco francês.


Pra começar, um vinho diferente, um Merlot da australiana The Litthe Penguin. Esse eu tomei num queijos e vinhos que a gente organizou no LIVIA e, apesar do vinho ser pouco tânico e teroricamente combinar com os queijos servidos, ele deixou a desejar. O preço de $10CAD não deixa reclamar muito pelo menos. Quem sabe deixando ele envelhecer um pouco dê pra aproveitar o seu potencial.


Esse Cabernet Sauvignon reserva da Trapiche eu tomei ele nesse mesmo queijos e vinhos, mas foi posteriormente com uma pizza que eu tive uma opinião formada sobre ele. Apesar de ser um vinho premiado, etc e tal, ele não é um vinho que potencializa a mistura da comida com o vinho como eu esperaria de um reserva da Trapiche. Pelos $14CAD que ele custa, dá pra comprar vinhos melhores por aqui. O curioso é que ele custa aqui, no Canadá, menos do que no Brasil, para dar uma ideia de como vinho é caro na terra verde-e-amarela.


Esse Bordeaux Mouton Cadet da Baron Rothschild eu tomei como acompanhamento de um filé de salmão. A harmonização foi na medida, já que o bordeaux branco é uma mistura de uvas em que predomina a chadornnay. Compro ele de novo em outra ocasião, apesar do preço um pouco mais elevado de $16CAD.


Já esse Valle della Rosa italiano foi uma surpresa. É um vinho de mercado (não venda na SAQ, apesar de ser importado por ela), custa $12CAD e ainda não achei as uvas usadas na vinificação. Mas desceu muito bem com uma pizza. Acredito que com outros pratos a base de molho de tomate também harmonize muito bem.





No meu aniversário fiz uma pizza em casa e comprei alguns vinhos. O primeiro foi esse shiraz da Yellow Tail. Apesar de shiraz ser a uva mais representativa da Austrália, esse shiraz ficou abaixo da expectativa. Se não me engano era um 2011 e saiu $13.65CAD a garrafa, pode ser que o ano não tenha sido tão generoso (o 2008 custa o dobro) ou que simplesmente seja preciso aguardar um pouco para tomá-lo melhor. Já esse montepulciano d'abbruzzo (uva e região) Majolica 2009 foi show de bola. Produzido pela Podere Castorani, a harmonia com o molho a base de tomate foi excepcional. Como todo bom vinho italiano, custa pouco, $13CAD. Esse com certeza compro outra vez.


Esse Catedral Dão 2008 da Caves Velhas, presente do meu amigo Eduardo Vellasques, é um vinho tinto, misturando três tipos de uvas portuguesas: roriz, alfrocheiro e touriga. O preço é convidativo, $13.15CAD para um vinho de 2008 que harmoniza muito bem com pratos a base de molho de tomate.


Finalmente, esse merlot 2011 da Sartori foi o acompanhamento da ceia de natal desse ano. Como um bom merlot, combina bem com vários pratos, incluindo aves. Apesar de bastante jovem, o vinho desceu muito bem. Associe isso ao preço de $10.80CAD e temos um bom vinho italiano, que faz jus a fama do país de produzir vinhos de boa qualidade e bom preço.

domingo, 7 de outubro de 2012

Geral de Vinhos

Eu ia fazer uma postagem individual de cada vinho, mas como foi acumulando ao longo dos últimos meses e eu ia acabar não falando deles em detalhes (até por faltarem descrições mais detalhadas de olfato e paladar), vai um apanhado dos vinhos diferentes que tomei recentemente. Para começar dois Shiraz tomados na sua terra de produção, a Austrália. Esses eu tomei quando fui ao IJCNN com dois colegas, o Luiz Oliveira e o Alessandro Köeirich.

Começamos com o shiraz 2010 Promised Land da Taylors, um vinho do qual não tínhamos ouvido falar nada. Mas arriscamos a compra por causa das medalhas na etiqueta e, surpresa, foi o melhor vinho que tomei na viagem. O defeito desse vinho é que não achei ele fora da Austrália, está fora do catálogo da SAQ. Custou 13 paus Australianos e valeu centavo por centavo o valor pago. Um vinho excelente para se tomar numa boa conversa, mesmo sem acompanhar um prato.


O segundo  vinho do dia foi outro shiraz, um 2009 do sudeste australiano, mas de uma vinícola mais conhecida, a Jacob's Creek. Apesar de bem conhecido como o vinho que representa o país, na Austrália esse é vinho de quitanda, custou 12 dólares Australianos e alguns centavos (aqui no Canadá custa na base do 14 dólares, é um preço razoável). A expectativa da reputação e a boa surpresa com o Promised Land fizeram com que o Jacob's Creek decepcionasse. Pelo menos o ano de 2009 não é um vinho tão bom assim para justificar o preço cobrado, já que por um dólar a mais compramos um vinho bem melhor, nem desce tão bem sem nenhum acompanhamento. Talvez com a harmonização ideal dê para revelar mais do seu potencial, mas como apenas um vinho para se tomar num bate papo, com certeza deve muito. Quem sabe um Jacob's Creek produzido em Barossa Valley (aqui no Canadá na base dos 19 dólares) caia melhor, mas esse ficou a dever.


O próximo foi um que o Rafael Menelau trouxe num dia que eu fiz uma pizza aqui em casa, um Chianti 2010 da Antolini Maza (italiano), um vinho DOCG (denominação de origem controlada e garantida, traduzindo para o bom português). Como todo vinho italiano, o preço é convidativo (acho que 15 dólares canadenses) e o sabor é excepcional, combinando perfeitamente com massas a base de tomate. Tomamos a garrafa como se fosse refrigerante, não sobrou nada para contar a história. Não só recomendo como compraria ele.


Para não ficar só nos vinhos tintos, também tomei com meus pais um Vigna di Gabri 2010 da vinícola Donnafugatta, um DOP italiano (denominação de origem protegida, outro sistema de nomenclatura italiano). Custou 19 dólares canadenses, mas o benefício dele é excepcional, ainda se levar em consideração que ele harmoniza com comidas a base de alho (no dia comi um filé de linguado com molho de alho), algo que me dizem que é difícil de se conseguir. Ele é uma mistura predominante de uva chadornnay e parte uva ansonica.


Já que falei de um vinho branco, falo de outro que tomei na sequência, um chadornnay 2011 da Citra Terre de Chieti (outro italiano). Como um bom chadornnay ele harmoniza bem com frutos do mar (comi salmão no dia), como todo italiano o vinho bom não custa muito caro e desce bem. Foram 9,95 dólares por uma garrafa de litro, achar um custo benefício melhor é complicado. Não abriria ele numa ocasião especial, mas para uma refeição quotidiana é um excelente vinho de acompanhamento.



Pra fechar, um shiraz californiano que tomei hoje, um Barefoot (sem indicação de ano de produção, deve ser um 2012, no máximo um 2011). Confesso que esse eu peguei olhando o preço, 9,95 dólares canadenses (só perdeu para um italiano que tomei com meus pais), para acompanhar uma lasanha que eu fiz no almoço. Tomando ele sozinho, não é nem de longe o melhor shiraz que eu tomei (fica abaixo do Jacob's Creek, por exemplo). Porém esse é um excelente vinho de mesa, bateu perfeitamente com o  molho de tomate da lasanha. Tão bom que tomei 2/3 da garrafa só no almoço (o resto foi fechado a vácuo e tomado durante a janta). Ele é um vinho com cheiro e fundo de madeira, como muitos shiraz. Compraria sem medo para fazer outra refeição.

domingo, 20 de maio de 2012

Louis Jadot, Beaujolais-Villages Combe aux Jacques, 2010

Vinícola: Maison Louis Jadot
Vinho: Beaujolais-Villages Combe aux Jacques
Ano: 2010
País: França
Tipo: tinto, seco
IMV: 78
Uva: gamay (Borgonha)
Teor alcóolico: 13%
Temperatura de consumo: 14 a 16 graus Celsius
Harmonização testada: lasanha de presunto ao molho de tomate
Preço: $16.25CAD
Data de consumo: 20/05/2012


Outro vinho para consumo jovem (de 1 a 3 anos após a vinificação), esse beaujolais da Louis Jadot possui uma acidez não muito acentuada, com taninos moderados. Assim, se destaca por ser um bom vinho para se tomar com uma refeição, mas que pode ser apreciado como bebida de uma boa conversa. Vinho frutado (com toques florais, segundo alguns), de corpo médio e com baixa translucência, mas que não chega a bloquear a luz. Além da harmonização com pratos a base de molho de tomate, ele é recomendado para acompanhar coelho assado com cerejas, guisados e queijos moles com casca limpa.


Mezzo Mondo, Negroamaro Salento, 2010

Vinícola: Mezzo Mondo
Vinho: Negroamaro Salento
Ano: 2010
País: Itália
Tipo: tinto, seco
IMV:  87
Uva: negroamaro
Teor alcóolico: 13.5%
Temperatura de consumo: 15 a 17 graus Celsius
Harmonização testada: espaguete bolonhesa
Preço: $10.45CAD
Data de consumo: 29/04/2012



Vinho de bom custo benefício, ideal para se tomar em uma refeição. Bastante ácido e parcimonioso nos taninos, é um vinho mais para acompanhar uma refeição do que para se tomar sem acompanhamentos durante uma conversa. Leve sabor de fruta e de temperos. Além de pratos ao molho bolonhesa, ele também é indicado para pratos com molhos a base de vinho tinto (experimentar um dia com mignon a molho madeira), molho de tomate ao pesto e costeleta de vitela. Para consumo jovem, não deve-se experar um tempo na adega para maturação.


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Aprenda a Tomar Vinho

Vinho muita pessoas tomam. Agora, certo, poucos o fazem. Nem tanto pelo combinar a comida com o vinho certo, que nem é tão difícil (e gosto influencia muito), mas pelo erro na temperatura na qual o vinho é servido. Branco a maior parte acerta sem querer, ou pelo menos passa perto, ao deixar um tempo na geladeira. Agora o tinto é uma tristeza. A não ser que você more do Rio para cima no Brasil, tomar como regra a ideia de colocar vinho tinto na geladeira deveria ser punido com multa e prisão de 3 a 6 meses.

Mas o que acontece com um vinho servido na temperatura errada? Mais quente que o normal ele realça o açúcar da uva e o teor alcoólico. Mais gelado, ele fica mais ácido e perde o sabor. Então, tomar o vinho na faixa de temperatura adequada é o ideal.

Abaixo, uma tabela simples para não se perder nos vinhos:

Espumantes: 6 a 8 Cº
Brancos Suaves: 8 a 9 Cº
Brancos Secos: 10 a 12 Cº
Rosé: 12 a 14 Cº
Tintos Leve: 12 a 15Cº (em geral são os suaves)
Tintos Encorpados: 16 a 20Cº


Agora, como colocar o vinho na temperatura certa, você pergunta? Não é com a geladeira, que até funciona, mas não dá um controle adequado. O ideal é uma adega climatizada, mas como elas possuem um controle único de temperatura, fica caro deixar mais de um tipo de vinho na temperatura certa.

O mais econômico, e prático, é usar um termômetro, balde com água, sal grosso (para ajudar a mudar a temperatura mais rápido) e pedras de gelo. A quantidade de gelo varia de acordo com a temperatura que você quer deixar o vinho, mais pedras para mais frio, menos pedras para mais quente. Um termômetro mostra a temperatura da água, se ainda está quente, basta colocar mais gelo. Se estiver frio demais, tire gelo e compense com água.

Também vale a dica para o pessoal que mora do Paraná para baixo: no inverno basta ver a temperatura ambiente no termômetro. Se estiver próxima a que você procura, é só servir o vinho tinto sem preocupações.

Depois disso, ai de quem colocar um vinho na geladeira sem saber o que está fazendo. Saúde!