Vamos para um review rápido dos vinhos recém tomados. Dois deles são repeteco, o resto é novidade.
O repeteco, a exceção pelo ano de produção, fica por conta do Cahors Chateau St. Didier-Parnac 2011 (Francês, $16.20CAD no SAQ) e do Dogajolo Toscano 2012 da Carpineto (Italiano, $17.95CAD no SAQ), que já tinha comentado aqui (e ligeiramente mais baratos antes). Minha opinião para eles contina a mesma, bons vinhos tintos para se tomar com pratos a base de molho de tomate e carne vermelha, como pizzas e outras massas. Ambos os vinhos não apresentaram grandes variações de um ano para o outro, o que me anima a continuar comprando eles no futuro.
Finalmente, a novidade fica por conta do Ménage à Trois 2012, da Folie à Deux ($16.95CAD no SAQ). É um vinho branco californiano, do Napa Valley, que mistura uvas Chadornnay, Moscato e Chenin Blanc. É um vinho leve e aromático, bastante fácil de beber e que acompanha muito bem queijos mofado ou com sabor forte. Ele não teve um je ne sais quoi com um queijo brie ou um Saint Paulin,mas combinou perfeitamente com o Castello (estilo gorgonzola) e com o queijo Oka, ambos bem mais fortes e que harmonizaram com o vinho. Só me arrependo de não ter comprado umas duas ou três garrafas, já que ele estava na oferta no dia.
Esses últimos eu acabei esquecendo de registrar, mas vale a pena deixar aqui as impressões. O primeiro é o Saint-Emillon 2012 ($20.45CAD no SAQ), da J. Lebgue, um Grand Vin de Bordeaux. Esse posso dizer que é bom, em especial pelo fato de já ter comprado outra garrafa dele. Aliás, foi o primeiro Bordeaux tinto que eu gostei bastante e me deixou com a certeza que os vinhos de Bordeaux são a encarnação do "você leva aquilo que você paga". Não adianta comprar um Bordeaux baratinho, os vinhos bons da região são mais caros mesmo.
Já o segundo eu confesso que eu peguei mais pela característica "globalização" do mesmo: uva alemã (Riesling), com nome oriental e produzido nos Estados Unidos. Comprei esse Kung Fu Girl 2012 ($19CAD no SAQ) para um queijos e vinhos e posso dizer que ele atendeu perfeitamente as expectativas, similar ao Ménage à Trois acima. O preço é um pouco mais caro que outros Riesling que eu já tomei, mas a sensação gustativa dele é mais elaborada, sente-se menos o álcool e fica-se mais com um sabor frutado na boca. Devo comprar de novo, mas com menos frequência por conta do preço.
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domingo, 15 de dezembro de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Les Comtes Cahors Malbec 2011
Esse é irmão do Les Comtes Cahors 2011 que eu tomei aqui, também do Château de Mercues. Como o nome sugere, apesar da ser uma mistura de Malbec, Merlot e Tannat, a uva predominante é a primeira. O seu irmão já levava uma mistura maior de Malbec do que os outros Cahors que eu tomei, mas esse é mais ácido. É um vinho prêt à boire, pode ser tomado imediatamente ou estocado por até cinco ou sete anos, de acordo com a safra.
Para o serviço, é um vinho para se tomar apenas na temperatura ideal (de 16 a 18ºC), acima disso chega a ser difĩcil de beber. Abri a garrafa na temperatura ambiente e me arrependi. Nada que um pote com água gelada, sal grosso e um pouco de paciência não resolvessem, mas é bom manter em mente isso. Mesmo na tempratura ideal, o vinho não é um espetáculo de sabores como outros cahors que tomei antes, como o Château Didier Parnac 2010 ou o Château de Goudou 2011. Some a isso um preço de $14.85 CAD (quase o mesmo que os outros melhores), fica difícil justificar a compra, nem mesmo pelo critério variação (já que tem outros melhores na mesma faixa de preço).
Mas dito tudo isto, vale a pena a observação de sempre: sobrou quanto da garrafa? Tomando sozinho, depois de um dia cansativo de trabalho, no qual a gente tende a ser um pouco mais indulgente e exagerar na perspectiva do fim de semana, sobrou pouco mais de 1/3 da garrafa. Muito para um vinho bom, mas longe de ser um vinho ruim. Só que pelo mesmo preço, tem vinho melhor que a gente seca a garrafa com gosto.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Les Comtes - Cahors 2011
Seguindo a tradição de falar de vinhos no blog, vamos hoje falar de um Cahors, que está se tornando uma preferência nos fins de semana. Dessa vez é um Les Comtes, do Château de Mercues de 2011. Como todo cahors que se preze, é um vinho com aroma de frutas e de flores e que vai bem com carnes, mas combina bem com a pizza de sexta-feira sem maiores problemas (mais pelo molho de tomate, diga-se de passagem
O preço dele é bem amigável, $14.85CAD no SAQ. Ele pode ser tomado até 7 anos depois do ano de produção, mas também pode ser bebido logo após a produção sem maiores prejuízos. É um vinho que se compara bem ao Château de Gaudou. Apesar da diferença de preço ser pequena ($0.30CAD), a composição desse é bem diferente, 70% de uva Malbec, 20% de Merlot e 10% de Tannat. Ao contrário do Gaudou, que eu tomei a garrafa na boa, o fator tânico mais elevado do Les Comtes (10% de uva Tannat, contra 5% do Gaudou) fez com que sobrasse um pouco.
No preço normal, ficaria com o Château de Gaudou, mas na oferta, como hoje, o Les Comtes é uma excelente pedida. Se bem que arrisco dizer que se o vinho se chamar cahors, ele tem grandes chance de agradar.
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Local:
Montreal, QC, Canada
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Começando o Ano com Vinhos
Primeira postagem do ano, começando com os vinhos tomados na ceia do ano novo.
Abrimos primeiro o Mouton Cadet 2010, do château Baron Philippe de Rothshcild, um bordeaux tinto, irmão do branco que eu comentei aqui. Como o branco me deixou bastante satisfeito, esperava bastante do tinto. Porém as expectativa não foi a altura. Por $16.15CAD eu esperava um pouco mais do vinho. Não chega a ser ruim, mas perto do branco, fica a dever. Em compensação, o Cahors 2010 do Château Saint Didier-Parnac não fez feio. Por $15.95CAD é bem próximo ao que eu tomei aqui. Recomendo para acompanhar carnes vermelhas. Grande escolha do amigo Rafael Menelau.
Para a tradição da virada, não podia faltar um espumante. Fomos com um italiano, o Capené Malvolti ($14.85CAD) brut seco, seguido de um francês, um Les Truffes da Laurent Chaumet (esse deve vender no mercado, sem preço no SAQ). Dos dois, fico com o francês, que eu tomei depois. A diferença é grande entre eles, apesar do italiano ser dito frutado, o francês é disparado bem mais fácil de beber. Apesar da Itália produzir bons vinhos a um custo acessível, não foi bem o caso desse espumante. Nesse dia, o francês que o Fabio Diettrich trouxe ganhou disparado.
Finalmente, com a família reunida, fui com o meu cunhado Rafael comprar vinhos para a janta. Começamos com um Shiraz Reserve 2010 da Jacob's Creek de Barossa Valley ($19.95CAD no SAQ). É um dos vinhos mais badalados da Austrália. Ganha fácil da vinícola de segunda linha deles que eu tomei aqui, mas ainda assim um pouco atrás do Promised Land 2009 (mesmo post). Em seguida, tomamos um italiano, o Dogajolo Toscano 2011 da vinícola Carpineto, de uva predominante sangiovese. Esse eu achei bastante fácil de beber, apesar de não ter chego a um consenso com os demais degustadores da noite. No geral fico com o italiano, tanto por ser mais fácil de beber como pelo custo. Mas, para uma variada, o shiraz da Jacob's Creek é uma excelente pedida.
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sábado, 29 de dezembro de 2012
Château de Gaudou - Cahors 2011
Eu achei que não ia mais falar de vinho esse ano, mas esse de hoje merece uma postagem extra. Comprei um Cahors 2011 do Château de Gaudou (França), a $15.15CAD no SAQ. Não costumo confiar muito em selos de premiação nos vinhos, mas esse é um dos que faz jus a sua etiqueta dourada.
É um vinho fácil de tomar, com uma mistura de uvas Malbec (80%), Merlot (15%) e Tannat (5%). É um vinho frutado e pouco tânico (mais pela mistura de 5% de uva tannat no meio), que combina bem com queijos fortes ou moles (comi com queijo roquefort e brie), lasanha ao sugo ou bolonhesa (que comi do soborô do almoço) e carnes assadas.
Mas, a melhor maneira de se passar a impressão do vinho é pela empolgação com que o tomamos. No caso desse, tomei a garrafa na janta. De uma vez só, sem deixar um resto para o dia seguinte (e ainda vim aqui escrever sobre ele). Acho que isso sozinho diz muita coisa.
Local:
Montreal, Quebeque, Canadá
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