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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Wyndham state - Bin 222 - Chadornnay 2012

Hoje arrisquei um branco do sudeste da Austrália. Já tinha tomado os Shiraz (tintos) de lá (tanto o badalado Jacob's Creek, como o insuperável Promised Land), até mesmo um Little Penguin (outro tinto). Mas ainda não tinha tomado um branco. Hoje quebrei a tradição e tomei um branco, o Bin 222, um Chadornnay da Wyndham Estate ($14.75 na SAQ).



Apesar de ser acostumado aos chadornnay italianos ou californianos, essa experiência foi interessante por deixar claro a diferença do terroir entre os vinhos. A sensação de você tomar um vinho que desce perfeitamente com queijos fortes (Champfleury e Castello) é a mesma. O gosto de chadornnay é, na essência, o mesmo. Mas não é o mesmo vinho. Achei ele um pouco menos acentuado, menos pronunciado que os seus parentes italianos. Vale a pena pagar o preço só para sentir, bem fácil, o que é o terroir na composição de um vinho.

Apesar de ser um vinho branco, o teor alcoólico de 13.5% é acima da média dos chadornnay (o Citra Terre de Chietti é 12%, por exemplo). Não dá pra tomar uma garrafa como se fosse refrigerante, mas ainda assim é menos severo que um tinto de 14.5%. Vale a pena ter uma (ou duas) garrafas em estoque para mostrar a diferença da mesma uva quando ela é plantada em solos completamente diferentes.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Gabbiano Chianti 2012 + Tarani Cahors 2011

Um vinho é de hoje, o outro é lembrança da semana passada. Vamos primeiro ao de hoje, o Gabbiano Chianti, de 2011. O vinho começa sendo um DOCG (dominazione de origine controllata e garantita), produzido por uma vinícola estabelecida em 1124 (o que justifica chamarem os vinhos não Europeus de "novo mundo"). O preço é de $15.20CAD no SAQ e compete, em faixa de envergadura, com os vinhos do naipe de um Dogajolo, um super toscano ($17.95CAD no SAQ).


São vinhos diferentes, apesar de ambos serem produzidas na Toscana e terem como usa predominante a Sangiovese. Por ser um DOCG, o Gabbiano tem que seguir a risca a tradição e tem menos espaço de manobra para oferecer um vinho mais fácil de tomar sozinho, sem ser um acompanhamento de uma refeição. Mesmo assim, é um vinho excepcional para se acompanhar massas com molho vermelho. Com queijos o vinho foi bem, mas não foi um casamento perfeito, mas isso já era o esperado. Aliado a um preço razoável, é um para se ter pelo menos uma garrafa na adega.



Finalmente, uma tradição, mais um Cahors, vinho favorito dos quebequenses e que não pode faltar uma garrafa aqui em casa. O Tarani 2011 é um Cahors bastante tradicional, mistura de uva Malbec (predominante) e Tannat. Custando $16.95CAD, ele é ligeiramente mais caro que os meus favoritos, o Château Saint Didier-Parnac ($16.20CAD) e o Château de Gaudou ($16.70). Porém no sabor, ele fica abaixo deles, o que dá uma vantagem aos outros. Porém, na falta deles, é um substituto bastante razoável. Tomei ele enquanto comia queijos e, apesar de não ser o casamento perfeito, foi uma combinação bastante feliz. Um vinho interessante para abastecer a adega.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Ménage à Trois, Saint Emillon, Kung Fu Girl

Vamos para um review rápido dos vinhos recém tomados. Dois deles são repeteco, o resto é novidade.


O repeteco, a exceção pelo ano de produção, fica por conta do Cahors Chateau St. Didier-Parnac 2011 (Francês, $16.20CAD no SAQ) e do Dogajolo Toscano 2012 da Carpineto (Italiano, $17.95CAD no SAQ), que já tinha comentado aqui (e ligeiramente mais baratos antes). Minha opinião para eles contina a mesma, bons vinhos tintos para se tomar com pratos a base de molho de tomate e carne vermelha, como pizzas e outras massas.  Ambos os vinhos não apresentaram grandes variações de um ano para o outro, o que me anima a continuar comprando eles no futuro.

Finalmente, a novidade fica por conta do Ménage à Trois 2012, da Folie à Deux ($16.95CAD no SAQ). É um vinho branco californiano, do Napa Valley, que mistura uvas Chadornnay, Moscato e Chenin Blanc. É um vinho leve e aromático, bastante fácil de beber e que acompanha muito bem queijos mofado ou com sabor forte. Ele não teve um je ne sais quoi com um queijo brie ou um Saint Paulin,mas combinou perfeitamente com o Castello (estilo gorgonzola) e com o queijo Oka, ambos bem mais fortes e que harmonizaram com o vinho. Só me arrependo de não ter comprado umas duas ou três garrafas, já que ele estava na oferta no dia.


Esses últimos eu acabei esquecendo de registrar, mas vale a pena deixar aqui as impressões. O primeiro é o Saint-Emillon 2012 ($20.45CAD no SAQ), da J. Lebgue, um Grand Vin de Bordeaux. Esse posso dizer que é bom, em especial pelo fato de já ter comprado outra garrafa dele. Aliás, foi o primeiro Bordeaux tinto que eu gostei bastante e me deixou com a certeza que os vinhos de Bordeaux são a encarnação do "você leva aquilo que você paga". Não adianta comprar um Bordeaux baratinho, os vinhos bons da região são mais caros mesmo.

Já o segundo eu confesso que eu peguei mais pela característica "globalização" do mesmo: uva alemã (Riesling), com nome oriental e produzido nos Estados Unidos. Comprei esse Kung Fu Girl 2012 ($19CAD no SAQ) para um queijos e vinhos e posso dizer que ele atendeu perfeitamente as expectativas, similar ao Ménage à Trois acima. O preço é um pouco mais caro que outros Riesling que eu já tomei, mas a sensação gustativa dele é mais elaborada, sente-se menos o álcool e fica-se mais com um sabor frutado na boca. Devo comprar de novo, mas com menos frequência por conta do preço.