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terça-feira, 16 de março de 2010

Império do Mal?

Se você compra jogos legítimos de PC por download, são grandes as chances de que você tenha comprado através do Steam, da Valve. Seja pela comodidade, confiança no serviço, pelo catálogo imenso, etc; não faltam razões para usar o serviço.

O porém é que algumas coisas no Steam, como a API Steamworks, apontam um cenário de monopólio iminente. Coisa que vai incomodar muita gente quando a distribuição digital se tornar o padrão e a Valve for a alternativa que não se pode ignorar e, muitas vezes, escapar.

Para quem se interessa pelo assunto, artigo em inglês na The Escapist Magazine, muito bom.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Porque Acredito que o iPad Pode Falhar

Muito tem se falado do iPad, seja bem ou mal. Porém, o mais importante, que é o que pode fazer do iPad um sucesso ou fracasso, poucos discutem: será que o mercado está no ponto para substituir livros impressos por arquivos? Essa é a pergunta correta para que o sucesso da Apple na área musical se estenda aos livros.

Falar do possível sucesso do iPad sem entender o sucesso iPod é enganoso. Enganoso porque o MP3, um formato digital de música, já era padrão de fato para áudio mais de 5 anos do primeiro iPod ser lançado. Mais importante, o MP3 e formatos semelhantes não mudaram de maneira significativa a forma pela qual as pessoas escutavam as suas músicas. Mudara apenas a forma na qual a música era armazenada, mas não mudara o como se escutava música: em alto-falantes ou fones de ouvido.

Agora, temos o mesmo acontecendo com livros? Temos formatos razoavelmente estabelecidos, como o PDF. Mas, até agora, usar um livro digital implica em mudar o jeito que se lê o livro. Tela de LCD/LED não é igual a papel. Não tem a mesma relação de contraste, não tem a mesma resolução e, mais importante, cansa mais os olhos, em especial pela emissão de luz da tela. A experiência é outra e, ao meu ver, as discussões do iPad, Kindle e outros leitores passam ao largo desse ponto crucial.

Pessoalmente, não curto ler livros na tela do computador e não vejo porque ler um livro no iPad seria muito diferente. Claro, a ergonomia seria outra, mas a tela continuaria sendo um problema. Quem sabe, se a Apple ou Amazon encontrarem uma maneira de melhorar a leitura nos dispositivos, eu até venha a comprar um. Mas até lá, o papel impresso continua sendo melhor.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Padronização, por favor!

Kuki, Librix, Satux, Kurumim, Fedora, Ubuntu, Debian, Yellow Dog, Gentoo, Mandriva, etc. O que todos esses nomes tem em comum? São distribuições Linux. Algumas delas, as Librix e Satux, você encontra ao ligar alguns notebooks à venda no mercado Brasileiro. O problema? É tudo Linux, mas não é tudo a mesma coisa.

Vamos passar ao largo da discussão da liberdade de se montar a sua distribuição, com a sua cara e adaptada as suas necessidades, porque isso é bom de se discutir de maneira acadêmica, mas no mundo real (e no mercado) isso não diz muita coisa. O fato é que o Linux não é um padrão de fato e isso influencia direto na sua adoção.

Mas, afinal, porque devemos ter um padrão de fato? Pelo mesmo motivo que devemos ter bocais de lâmpada e lâmpadas rosqueáveis padronizadas. Facilita a vida de todo mundo, fabricante, comerciante e usuário. Nos velhos tempos não havia padrão, cada fabricante criava o seu e o resultado era uma catástrofe, fabricante tinha que ganhar o cliente na obra, o comerciante tinha que diversificar muito o estoque para ter uma venda mínima e, enfim, o cliente, podia ficar na mão de um fabricante que podia desaparecer por um baixo volume de vendas. Ou seja, não era bom pra ninguém ter a liberdade de se desenvolver o seu próprio padrão proprietário, adaptado para certas situações e métodos de fabricação. O mercado deseja um padrão que, por mais que não seja perfeito, resolva a vida da maioria sem maiores sobressaltos.

Eu, como usuário, vejo o Linux hoje da mesma maneira: cada distribuição segue o seu padrão, adaptadas para certas necessidades específicas, definidas de acordo com a filosofia do distribuidor (não do usuário) e os usuários comuns ficam confusos entre as múltiplas escolhas e as diferenças encontradas entre elas.

Tenta explicar para um usuário comum o porque do Librix e que ele poderia trocar para outro Linux. Na certa quando ele ouvir "trocar", ele não vai pensar em outro Linux que ele não consegue entender. O problema hoje é não haver um comitê ou força equivalente na indústria para definir uma distribuição Linux "padrão" para o mercado. O mais próximo disto é a Canonical com o Ubuntu, que praticamente hoje tem o nome Ubuntu tão forte como o nome Linux, além de uma boa aceitação com os usuários por tornar o sistema fácil de usar. Discorda? Configura o Debian para montar pendrive automaticamente com link na área de trabalho. Isso é coisa pra hardcore, não pra usuário doméstico.

Resta a esperança de que, nas conjecturas atuais, a Canonical consiga um bom marketing com os montadores de hardware para incluir o Ubuntu, ou uma de suas variantes, em computadores novos. Não adianta a gente espernear, querer ser purista, ou então empunhar bandeiras de diversidade: o fato é que um padrão é necessário e isso deveria ser a bandeira dos usuários Linux hoje. Só assim teremos aplicações mais interessantes (e até mesmo jogos) migrando para o sistema do Pinguim.