Kuki, Librix, Satux, Kurumim, Fedora, Ubuntu, Debian, Yellow Dog, Gentoo, Mandriva, etc. O que todos esses nomes tem em comum? São distribuições Linux. Algumas delas, as Librix e Satux, você encontra ao ligar alguns notebooks à venda no mercado Brasileiro. O problema? É tudo Linux, mas não é tudo a mesma coisa.
Vamos passar ao largo da discussão da liberdade de se montar a sua distribuição, com a sua cara e adaptada as suas necessidades, porque isso é bom de se discutir de maneira acadêmica, mas no mundo real (e no mercado) isso não diz muita coisa. O fato é que o Linux não é um padrão de fato e isso influencia direto na sua adoção.
Mas, afinal, porque devemos ter um padrão de fato? Pelo mesmo motivo que devemos ter bocais de lâmpada e lâmpadas rosqueáveis padronizadas. Facilita a vida de todo mundo, fabricante, comerciante e usuário. Nos velhos tempos não havia padrão, cada fabricante criava o seu e o resultado era uma catástrofe, fabricante tinha que ganhar o cliente na obra, o comerciante tinha que diversificar muito o estoque para ter uma venda mínima e, enfim, o cliente, podia ficar na mão de um fabricante que podia desaparecer por um baixo volume de vendas. Ou seja, não era bom pra ninguém ter a liberdade de se desenvolver o seu próprio padrão proprietário, adaptado para certas situações e métodos de fabricação. O mercado deseja um padrão que, por mais que não seja perfeito, resolva a vida da maioria sem maiores sobressaltos.
Eu, como usuário, vejo o Linux hoje da mesma maneira: cada distribuição segue o seu padrão, adaptadas para certas necessidades específicas, definidas de acordo com a filosofia do distribuidor (não do usuário) e os usuários comuns ficam confusos entre as múltiplas escolhas e as diferenças encontradas entre elas.
Tenta explicar para um usuário comum o porque do Librix e que ele poderia trocar para outro Linux. Na certa quando ele ouvir "trocar", ele não vai pensar em outro Linux que ele não consegue entender. O problema hoje é não haver um comitê ou força equivalente na indústria para definir uma distribuição Linux "padrão" para o mercado. O mais próximo disto é a Canonical com o Ubuntu, que praticamente hoje tem o nome Ubuntu tão forte como o nome Linux, além de uma boa aceitação com os usuários por tornar o sistema fácil de usar. Discorda? Configura o Debian para montar pendrive automaticamente com link na área de trabalho. Isso é coisa pra hardcore, não pra usuário doméstico.
Resta a esperança de que, nas conjecturas atuais, a Canonical consiga um bom marketing com os montadores de hardware para incluir o Ubuntu, ou uma de suas variantes, em computadores novos. Não adianta a gente espernear, querer ser purista, ou então empunhar bandeiras de diversidade: o fato é que um padrão é necessário e isso deveria ser a bandeira dos usuários Linux hoje. Só assim teremos aplicações mais interessantes (e até mesmo jogos) migrando para o sistema do Pinguim.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Fight the Future
Quando eu falei que o próximo passo da Google era lançar um SO voltado para a web, acharam exagero. Adivinha o que eles estão fazendo: Google Chrome SO. Say no to Google!
Quase uma semana offline, com muita coisa para postar, mas isso não tinha como ficar para depois.
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