Eu sempre me perguntei quem comprava os pacotes de músicas do Rock Band e do Guitar Hero. Afinal, custa US$5.00 para ter três músicas a mais, é caro perto do jogo que vem com mais de 50 músicas e custa US$50.00.
Isso até eu ter o Rock Band 2 e achar o pacote de músicas do Franz Ferdinand ...
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Porque Acredito que o iPad Pode Falhar
Muito tem se falado do iPad, seja bem ou mal. Porém, o mais importante, que é o que pode fazer do iPad um sucesso ou fracasso, poucos discutem: será que o mercado está no ponto para substituir livros impressos por arquivos? Essa é a pergunta correta para que o sucesso da Apple na área musical se estenda aos livros.
Falar do possível sucesso do iPad sem entender o sucesso iPod é enganoso. Enganoso porque o MP3, um formato digital de música, já era padrão de fato para áudio mais de 5 anos do primeiro iPod ser lançado. Mais importante, o MP3 e formatos semelhantes não mudaram de maneira significativa a forma pela qual as pessoas escutavam as suas músicas. Mudara apenas a forma na qual a música era armazenada, mas não mudara o como se escutava música: em alto-falantes ou fones de ouvido.
Agora, temos o mesmo acontecendo com livros? Temos formatos razoavelmente estabelecidos, como o PDF. Mas, até agora, usar um livro digital implica em mudar o jeito que se lê o livro. Tela de LCD/LED não é igual a papel. Não tem a mesma relação de contraste, não tem a mesma resolução e, mais importante, cansa mais os olhos, em especial pela emissão de luz da tela. A experiência é outra e, ao meu ver, as discussões do iPad, Kindle e outros leitores passam ao largo desse ponto crucial.
Pessoalmente, não curto ler livros na tela do computador e não vejo porque ler um livro no iPad seria muito diferente. Claro, a ergonomia seria outra, mas a tela continuaria sendo um problema. Quem sabe, se a Apple ou Amazon encontrarem uma maneira de melhorar a leitura nos dispositivos, eu até venha a comprar um. Mas até lá, o papel impresso continua sendo melhor.
Falar do possível sucesso do iPad sem entender o sucesso iPod é enganoso. Enganoso porque o MP3, um formato digital de música, já era padrão de fato para áudio mais de 5 anos do primeiro iPod ser lançado. Mais importante, o MP3 e formatos semelhantes não mudaram de maneira significativa a forma pela qual as pessoas escutavam as suas músicas. Mudara apenas a forma na qual a música era armazenada, mas não mudara o como se escutava música: em alto-falantes ou fones de ouvido.
Agora, temos o mesmo acontecendo com livros? Temos formatos razoavelmente estabelecidos, como o PDF. Mas, até agora, usar um livro digital implica em mudar o jeito que se lê o livro. Tela de LCD/LED não é igual a papel. Não tem a mesma relação de contraste, não tem a mesma resolução e, mais importante, cansa mais os olhos, em especial pela emissão de luz da tela. A experiência é outra e, ao meu ver, as discussões do iPad, Kindle e outros leitores passam ao largo desse ponto crucial.
Pessoalmente, não curto ler livros na tela do computador e não vejo porque ler um livro no iPad seria muito diferente. Claro, a ergonomia seria outra, mas a tela continuaria sendo um problema. Quem sabe, se a Apple ou Amazon encontrarem uma maneira de melhorar a leitura nos dispositivos, eu até venha a comprar um. Mas até lá, o papel impresso continua sendo melhor.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Não deve dar "Zeebra"
O Zeebo apareceu como promessa de renovação da Tec Toy, conhecida do pessoal mais velho como a fabricante dos videogames da Sega no Brasil. A idéia é relativamente original e acertada, jogos por download direto, via rede 3G da Claro, com custo baixo (de R$10,00 a R$30,00). O alvo, claro, são os países emergentes, aonde as grandes marcas (SOny, Microsoft e Nintendo) tem pouca presença, com foco no público casual, tentando repetir a fórmula de sucesso do Wii da Nintendo.
Aparentemente uma boa idéia, só que a prática tem se mostrado dura com a Tec Toy, deixando claro que uma idéia boa não é necessariamente uma idéia de sucesso. Mais triste ainda é que, lamentavelmente, nem tudo é culpa da Tec Toy. Esses dias teve uma entrevista tensa com o CEO da Tec Toy, apontando os jogadores hardcore como principais críticos o Zeebo, então Vamos aos fatos para ver até onde vai o buraco em que a Tec Toy se meteu.
O maior problema do lançamento do Zeebo é que, tirando o povo mais hardcore, pouquíssimas pessoas conhecem o aparelho. Não ficaria surpreso se você, lendo este post, tivesse contato com o aparelho pela primeira vez. Aonde foram parar as mega-campanhas do lançamento do Master System e do Megadrive? Claro, o dia das crianças está chegando e é provável que algum esforço aconteça. Mas quando só parte do público tradicional de games conhece você, é porque o marketing não está fazendo a lição de casa.
Em seguida vem o aparelho em si. Ser baseado na plataforma Brew da Qualcomm (para facilitar a conversão de jogos de celulares) indica o tipo de jogos a se esperar. Melhores que um PS1, mas inferiores a um PS2. Nada de mais, não fosse o sonho de consumo da molecada emergente ser justamente o PS2, que, por ironia do destino, custa um preço parecido. No Submarino, está por R$499,00 um Zeebo e R$519,00 um PS2. Isso no mercado oficial, então quem dirá no cinza, já destravado e com um controle extra (e uma seleção de jogos de "brinde"). Associe isso à cultura local com o PS2 (incluindo Winning Eleven), é fácil ver que o Zeebo tem muito chão pela frente para para ganhar o mercado. É chato, mas o Zeebo é caro até no México, aonde custa 2500 pesos e o PS2 custa 2599 com o Winning Eleven 2008 incluso.
Depois vem os jogos. Com raras exceções, são jogos convertidos de celular com poucas ou nenhumas melhoras. Mais uma vez o preço é um fator determinante, R$10,00 a R$30,00 para quem está acostumado a pagar R$10,00 no jogo pirata de PS2, com valores de produção elevados, não é atraente. Claro, os do Zeebo são originais, só que o comprador leigo vai no camelô e vê um jogo muito melhor por R$10,00 e não pensa duas vezes para tomar uma decisão. É um problema cultural, mas é fato que enquanto o jogador casual tiver um preço igual por algo melhor, ele vai estar se lixando se é pirata ou original. O curioso é que a proposta do Zeebo é colocar um console aonde as produtoras possam ter receita em países em que a pirataria come solta, já que não há mídia e os jogos vem por rede aberta. Só que a cultura já instalada não deixa isso funcionar. Seria muito mais fácil o Zeebo pegar em um lugar civilizado, com baixa pirataria, do que no Brasil, México ou China.
Em resumo, a situação é ruim porque:
Aparentemente uma boa idéia, só que a prática tem se mostrado dura com a Tec Toy, deixando claro que uma idéia boa não é necessariamente uma idéia de sucesso. Mais triste ainda é que, lamentavelmente, nem tudo é culpa da Tec Toy. Esses dias teve uma entrevista tensa com o CEO da Tec Toy, apontando os jogadores hardcore como principais críticos o Zeebo, então Vamos aos fatos para ver até onde vai o buraco em que a Tec Toy se meteu.
O maior problema do lançamento do Zeebo é que, tirando o povo mais hardcore, pouquíssimas pessoas conhecem o aparelho. Não ficaria surpreso se você, lendo este post, tivesse contato com o aparelho pela primeira vez. Aonde foram parar as mega-campanhas do lançamento do Master System e do Megadrive? Claro, o dia das crianças está chegando e é provável que algum esforço aconteça. Mas quando só parte do público tradicional de games conhece você, é porque o marketing não está fazendo a lição de casa.
Em seguida vem o aparelho em si. Ser baseado na plataforma Brew da Qualcomm (para facilitar a conversão de jogos de celulares) indica o tipo de jogos a se esperar. Melhores que um PS1, mas inferiores a um PS2. Nada de mais, não fosse o sonho de consumo da molecada emergente ser justamente o PS2, que, por ironia do destino, custa um preço parecido. No Submarino, está por R$499,00 um Zeebo e R$519,00 um PS2. Isso no mercado oficial, então quem dirá no cinza, já destravado e com um controle extra (e uma seleção de jogos de "brinde"). Associe isso à cultura local com o PS2 (incluindo Winning Eleven), é fácil ver que o Zeebo tem muito chão pela frente para para ganhar o mercado. É chato, mas o Zeebo é caro até no México, aonde custa 2500 pesos e o PS2 custa 2599 com o Winning Eleven 2008 incluso.
Depois vem os jogos. Com raras exceções, são jogos convertidos de celular com poucas ou nenhumas melhoras. Mais uma vez o preço é um fator determinante, R$10,00 a R$30,00 para quem está acostumado a pagar R$10,00 no jogo pirata de PS2, com valores de produção elevados, não é atraente. Claro, os do Zeebo são originais, só que o comprador leigo vai no camelô e vê um jogo muito melhor por R$10,00 e não pensa duas vezes para tomar uma decisão. É um problema cultural, mas é fato que enquanto o jogador casual tiver um preço igual por algo melhor, ele vai estar se lixando se é pirata ou original. O curioso é que a proposta do Zeebo é colocar um console aonde as produtoras possam ter receita em países em que a pirataria come solta, já que não há mídia e os jogos vem por rede aberta. Só que a cultura já instalada não deixa isso funcionar. Seria muito mais fácil o Zeebo pegar em um lugar civilizado, com baixa pirataria, do que no Brasil, México ou China.
Em resumo, a situação é ruim porque:
- Quem é hardcore mesmo quer um PS3 ou um XBox 360 e vai passar longe do Zeebo.
- Quem é casual e tem um pouco mais de dinheiro, compra um Wii por ser mais "maneiro" no momento.
- Quem tem orçamento modesto vê o PS2 com bons olhos por ser bom e barato, com muitos bons jogos.
- Quem tem pouquíssimo orçamento, compra um clone de Nintendinho com 300 jogos na memória por menos de R$100,00.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Parece piada, mas tá em segundo mesmo ...
Lendo algumas notícias de Fórmula 1, me chamou a atenção um comentário irritado do Barrichello, em relação a um twit de um dos humoristas do Pânico. O twit ia mais ou menos assim, "procura Twitter no Google a adivinha quem chega em segundo". Só de festa fui lá e testei ...

Só coloquei a imagem porque, se me contassem, só ia acreditar vendo. Pode render piadas infames, mas fala sério, tá popular o Barrichello para superar qualquer outra coisa relacionada a Twitter no Brasil (Google faz busca com contexto na região, não se esqueçam).

Só coloquei a imagem porque, se me contassem, só ia acreditar vendo. Pode render piadas infames, mas fala sério, tá popular o Barrichello para superar qualquer outra coisa relacionada a Twitter no Brasil (Google faz busca com contexto na região, não se esqueçam).
quarta-feira, 29 de julho de 2009
O Pato da Inclusão Digital
Não costumo publicar links para outros blogs, mas O Pato da Inclusão Digital merece. Uma amostra:

Rolei de rir com essa :).

Rolei de rir com essa :).
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Depois Reclamam
Muita gente reclama que a indústria de games é masculinizada. Em especial uma parcela significativa de jogadoras que ficam atravessadas (e com razão) com alguns jogos. Os grandes representantes da indústria se defendem, mas com atos como esse, é difícil de acreditar que essa não é uma indústria voltada para meninos adolescentes com hormônios em ebulição.

Não quero nem imaginar como seria o nível rasteiro do texto se isso fosse aqui no Brasil ...

Não quero nem imaginar como seria o nível rasteiro do texto se isso fosse aqui no Brasil ...
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Parabéns pra você ...
Não é pra nenhuma pessoa em especial. É para um artigo de periódico que eu escrevi. Também não é porque ele foi publicado com algum tipo de homenagem especial, mas porque ele simplesmente estará completando, no dia 14 de Setembro próximo, três anos de envio. Diz o editor chefe, que pediu para eu enviar hoje a versão final com foto dos autores e biografia, que em Setembro sai. Só espero que seja Setembro deste ano ...
sábado, 18 de julho de 2009
1.8V
A Kingston diz 1.5V, mas na P5QC, memória DDR3 só vai bem em 1.8V. Mistério é que no Linux funciona bem em 1.5V, só no Ruindows que trava a cada 5 minutos. O duro foi chegar à solução do problema nessas condições sem colocar a culpa na instalação do Windows :(.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Blaz o quê??
Hoje fui ver se por acaso valia a pena pegar o BlazBlue - Calamity Trigger - Limited Edition do PS3 aqui em Curitiba mesmo, já que no exterior estão esfaqueando pra valer ($84 no eBay é piada). O problema é achar algum lojista que conheça o jogo (lançado mês passado nos EUA). Resumo das ligações até agora:
Lojista - Alô, loja XXX, boa tarde.
PV - Boa tarde, me conta uma coisa, já chegou o BlazBlue do Play3?
Lojista - Blaz o quê??
PV - ...
E foi assim em 5 lojas. Pessoalzinho informado :) ...
Lojista - Alô, loja XXX, boa tarde.
PV - Boa tarde, me conta uma coisa, já chegou o BlazBlue do Play3?
Lojista - Blaz o quê??
PV - ...
E foi assim em 5 lojas. Pessoalzinho informado :) ...
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