segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Coletânea de Vinhos de Novembro

Depois de um tempo tomando os vinhos de costume, resolvi dar uma variada e daí sai o o relato de cinco vinhos. Começamos a noite com um Bordeaux branco 2014 da Luis Eschenauer ($15.95CAD no SAQ). Ele se compara bem com outro bordeaux branco que eu tomei, o Mouton Cadet. São vinhos difefrentes, esse de ontem predomina a uva sauvignon blanc, enquanto que no Mouton predomina chardonnay. É um vinho bem fácil de beber e acompanha bem queijos,  devo comprar de novo.

O segundo foi um chardonnay da Carmen 2015, vinícola chilena ($13.95CAD no SAQ). Saboroso e desce fácil, pegaria de novo se um dia desse vontade de comprar vinho sul americano de novo. O terceiro foi um tinto espanhol, o Laguna de la Nava da Navarro López ($16.60CAD no SAQ). Apesar de ser um vinho mais velho, de 2009, ele me decepcionou. Provavelmente porque ele não harmonizou com os queijos. Quem sabe, outro dia, com uma carne (carneiro ou boi).

Chile, Itália, Itália, Espanha e França - o fim de semana foi proveitoso.
Passada a decepção abrimos o primeiro italiano da noite, que não decepcionou. Um merlot da Adesso Cesari de 2014 ($11.15CAD no SAQ). Como todo bom vinho italiano, o preço é camarada e o sabor é excepcional. Provavelmente devo deixar de comprar merlots franceses e me focar nos merlots da região de Veneza, o custo benefĩcio é muito bom.

Pra fechar a noite, um Soave 2013 da Sartori ($13.45CAD no SAQ). Eu já tinha tomado outras vezes um soave um pouco mais caro da Invino, mas me surpreendi pela qualidade da Sartori. O vinho é fácil de beber, bastante aromático, complementa bem pratos mais fortes (como queijos azuis) e não deve nada para o primo mais caro da Invino. Ele perde um pouco no aspecto visual, o da Sí Soave da Invino vem numa garrafa encurvada, mas como interessa a bebida, vale a pena pegar o da Sartori e usar os $2 de diferença para comprar outra coisa na loja.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Wakefield Promised Land Unwooded Chardonnay 2013

Desde 2012, quando tomei um excelente Shiraz, que eu esperava a oportunidade de tomar um vinho Australiano da linha Promised Land. Pois recentemente recebi um aviso da SAQ que tinha um vinho Chardonnay novo da Promised Land, por tempo limitado. Ontem resolvi passar no SAQ de Candiac e comprei, pra garantir, duas garrafas. Uma eu tomei hoje e não me arrependo de ter comprado a segunda.

Wakefield Promised Land Chardonnay e a sua garrafa azul, muito bonita

Ele é um Chardonnay que me lembra, no teor alcóolico de 13,5%, o Wyndham State que tomei aqui. Porém, as diferenças são ainda maiores para um chardonnay tradicional. Além do terroir australiano, esse vinho é do tipo unwooded, fermentado em barris de aço inoxidável, ao invés de barris de carvalho. Isso evita a inserção de taninos no vinho, o que deixa o vinho, em teoria, mais fácil de beber para quem tem alergia a taninos. Porém a prática é bem diferente e, de todos os chardonnays que eu tomei, esse sem dúvidas é o menos fácil de beber sem nenhum acompanhamento.

Porém, vinho não é refresco, e o jeito certo de beber esse é comendo um bom prato de comida. Experimentei com três diferentes, começando com um espaguete carbonara. Não é a harmonização ideal (um pinot grigio seria o caso), em especial pela pimenta do reino no prato, mas desceu bem. Depois foi a vez de experimentar uma fatia de pizza de três queijos e uma variedade de queijos (castello, pleine lune e champfleury), onde a harmonização foi melhor, realçando o sabor dos queijos, sem competir com eles. 

A segunda garrafa vou guardar para um outro prato, talvez a base de frutos do mar, ou frango, para ver como ele se sai. Mas vai ser para uma ocasião um pouco mais especial, já que o preço, para um chardonnay, passa um pouco do esperado para um dia comum. A $16.95CA a garrafa (nota, ele vende no celier do SAQ, não na prateleira normal), ele não compete no mesmo patamar que os italianos e californiano. Mas é um vinho com charme único para as ocasiões especiais. Resta torcer para que o SAQ comece a trazer ele regularmente para cá. Além de trazer o shiraz da Promised Land, claro.

Bônus: os mais atentos devem ter percebido que a etiqueta desse vinho tem a vínicola como Wakefield, enquanto que a etiqueta do shiraz tem a etiqueta como Taylor. Por questões de registro de marca, a Taylor negocia seus vinhos com o nome Wakefied no hemisfério norte, inclusive o site de ambas as marcas segue o mesmo layout e estilo, só troca o nome.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Wyndham state - Bin 222 - Chadornnay 2012

Hoje arrisquei um branco do sudeste da Austrália. Já tinha tomado os Shiraz (tintos) de lá (tanto o badalado Jacob's Creek, como o insuperável Promised Land), até mesmo um Little Penguin (outro tinto). Mas ainda não tinha tomado um branco. Hoje quebrei a tradição e tomei um branco, o Bin 222, um Chadornnay da Wyndham Estate ($14.75 na SAQ).



Apesar de ser acostumado aos chadornnay italianos ou californianos, essa experiência foi interessante por deixar claro a diferença do terroir entre os vinhos. A sensação de você tomar um vinho que desce perfeitamente com queijos fortes (Champfleury e Castello) é a mesma. O gosto de chadornnay é, na essência, o mesmo. Mas não é o mesmo vinho. Achei ele um pouco menos acentuado, menos pronunciado que os seus parentes italianos. Vale a pena pagar o preço só para sentir, bem fácil, o que é o terroir na composição de um vinho.

Apesar de ser um vinho branco, o teor alcoólico de 13.5% é acima da média dos chadornnay (o Citra Terre de Chietti é 12%, por exemplo). Não dá pra tomar uma garrafa como se fosse refrigerante, mas ainda assim é menos severo que um tinto de 14.5%. Vale a pena ter uma (ou duas) garrafas em estoque para mostrar a diferença da mesma uva quando ela é plantada em solos completamente diferentes.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Gabbiano Chianti 2012 + Tarani Cahors 2011

Um vinho é de hoje, o outro é lembrança da semana passada. Vamos primeiro ao de hoje, o Gabbiano Chianti, de 2011. O vinho começa sendo um DOCG (dominazione de origine controllata e garantita), produzido por uma vinícola estabelecida em 1124 (o que justifica chamarem os vinhos não Europeus de "novo mundo"). O preço é de $15.20CAD no SAQ e compete, em faixa de envergadura, com os vinhos do naipe de um Dogajolo, um super toscano ($17.95CAD no SAQ).


São vinhos diferentes, apesar de ambos serem produzidas na Toscana e terem como usa predominante a Sangiovese. Por ser um DOCG, o Gabbiano tem que seguir a risca a tradição e tem menos espaço de manobra para oferecer um vinho mais fácil de tomar sozinho, sem ser um acompanhamento de uma refeição. Mesmo assim, é um vinho excepcional para se acompanhar massas com molho vermelho. Com queijos o vinho foi bem, mas não foi um casamento perfeito, mas isso já era o esperado. Aliado a um preço razoável, é um para se ter pelo menos uma garrafa na adega.



Finalmente, uma tradição, mais um Cahors, vinho favorito dos quebequenses e que não pode faltar uma garrafa aqui em casa. O Tarani 2011 é um Cahors bastante tradicional, mistura de uva Malbec (predominante) e Tannat. Custando $16.95CAD, ele é ligeiramente mais caro que os meus favoritos, o Château Saint Didier-Parnac ($16.20CAD) e o Château de Gaudou ($16.70). Porém no sabor, ele fica abaixo deles, o que dá uma vantagem aos outros. Porém, na falta deles, é um substituto bastante razoável. Tomei ele enquanto comia queijos e, apesar de não ser o casamento perfeito, foi uma combinação bastante feliz. Um vinho interessante para abastecer a adega.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Ménage à Trois, Saint Emillon, Kung Fu Girl

Vamos para um review rápido dos vinhos recém tomados. Dois deles são repeteco, o resto é novidade.


O repeteco, a exceção pelo ano de produção, fica por conta do Cahors Chateau St. Didier-Parnac 2011 (Francês, $16.20CAD no SAQ) e do Dogajolo Toscano 2012 da Carpineto (Italiano, $17.95CAD no SAQ), que já tinha comentado aqui (e ligeiramente mais baratos antes). Minha opinião para eles contina a mesma, bons vinhos tintos para se tomar com pratos a base de molho de tomate e carne vermelha, como pizzas e outras massas.  Ambos os vinhos não apresentaram grandes variações de um ano para o outro, o que me anima a continuar comprando eles no futuro.

Finalmente, a novidade fica por conta do Ménage à Trois 2012, da Folie à Deux ($16.95CAD no SAQ). É um vinho branco californiano, do Napa Valley, que mistura uvas Chadornnay, Moscato e Chenin Blanc. É um vinho leve e aromático, bastante fácil de beber e que acompanha muito bem queijos mofado ou com sabor forte. Ele não teve um je ne sais quoi com um queijo brie ou um Saint Paulin,mas combinou perfeitamente com o Castello (estilo gorgonzola) e com o queijo Oka, ambos bem mais fortes e que harmonizaram com o vinho. Só me arrependo de não ter comprado umas duas ou três garrafas, já que ele estava na oferta no dia.


Esses últimos eu acabei esquecendo de registrar, mas vale a pena deixar aqui as impressões. O primeiro é o Saint-Emillon 2012 ($20.45CAD no SAQ), da J. Lebgue, um Grand Vin de Bordeaux. Esse posso dizer que é bom, em especial pelo fato de já ter comprado outra garrafa dele. Aliás, foi o primeiro Bordeaux tinto que eu gostei bastante e me deixou com a certeza que os vinhos de Bordeaux são a encarnação do "você leva aquilo que você paga". Não adianta comprar um Bordeaux baratinho, os vinhos bons da região são mais caros mesmo.

Já o segundo eu confesso que eu peguei mais pela característica "globalização" do mesmo: uva alemã (Riesling), com nome oriental e produzido nos Estados Unidos. Comprei esse Kung Fu Girl 2012 ($19CAD no SAQ) para um queijos e vinhos e posso dizer que ele atendeu perfeitamente as expectativas, similar ao Ménage à Trois acima. O preço é um pouco mais caro que outros Riesling que eu já tomei, mas a sensação gustativa dele é mais elaborada, sente-se menos o álcool e fica-se mais com um sabor frutado na boca. Devo comprar de novo, mas com menos frequência por conta do preço.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Pacific Rim (Círculo de Fogo)

Para comemorar que acabei os experimentos para a revisão do artigo, resolvi pegar um filme. Apesar de querer ver o Man of Steel, a escassez de opções em Inglês na rive sud e a falta de vontade de atravessar a ponte Champlain para ainda pagar estacionamento em Montreal, sobrou uma escolha : Pacific Rim. Solta o trailer.


Sim, não é impressão sua. Além do clássico Godzilla, se você já teve contato com animações como Evangelion, Gunbuster, Gundam, Giant Robot, Escaflowne, etc; ou mesmo com os seriados super sentai como Ultraman e congêneres, você já viu isso tudo antes. Provavelmente de uma forma um pouco mais original até. OK, Ultraman consegue ser pior, então vamos dar um desconto.

Sendo um filme americano, a expectativa não era das melhores. Começa com o filme explicando o significado de Jaeger (os robôs) e Kaiju (os monstros), palavras em alemão e japonês, respectivamente (em plena era do Google e IMDB, deixa o pessoal correr atrás). O roteiro é previsível, com mais furos do que um queijo suíço e a gente sabe desde o começo que os humanos vão vencer. A única surpresa é a falta de um beijo do casal protagonista no final do filme. Mas o prospecto de ver algumas cenas de batalhas épicas em 3D no cinema me fizeram desligar o cérebro e ficar com a ideia de que o que viesse seria lucro. Ajudou bastante, diga-se de passagem, para curtir as batalhas, que do ponto de vista "realismo" fazem você acreditar que, se robôs de 120m de altura existissem, eles seriam parecidos com aquilo.

Raleigh e Mako, o casal de protagonistas na cabine do Gipsy Danger.

Como o trailer mostra, o foco é na ação e o visual dos robôs (os Jaegers) lutando contra os Kaijus, os invasores alienígenas. É o tipo do filme para se ver no cinema, em 3D, numa tela gigantesca. A TV em casa não faz jus ao que se vê na telona (a não ser que a sua seja uma TV 4k de 80" ou mais). Então, se você tiver vontade de ver o filme pelas cenas de ação, vá logo ao cinema e dispense a sessão no conforto do home theater.
 
O Gipsy Danger, Jaeger dos personagens principais.
 O resto é mero acessório e deveriam lançar uma versão do diretor, só com as cenas de batalha e sem a parte constrangedora que chamam de roteiro. Melhor, podiam deixar só a parte com a dupla de cientistas, o Dr. Geiszler e o Gottlieb, que salvam o filme com uma interpretação cômica legal. Muita coisa conspira para eliminar a sensação de suspensão de realidade. A necessidade de sincronizar dois pilotos para controlar um robô serve mais como atalho para contar o passado dos personagens (já que eles compartilham as lembranças nesse momento), do que algo que faça muito sentido no universo. Até porque dois personagens do filme pilotaram Jaegers sozinhos.  Logo na primeira cena o Raleigh e o irmão usam um capacete com um líquido dentro dele que esvazia (não deveria encher para fazer sentido?), mas depois todos os Jaeagers, inclusive o próprio Gipsy Danger da cena inicial, dispensam o recurso. O lançamento da cabeça do robô, levando os pilotos dentro, que desce e se encaixa no corpo de metal, é mais teatral do que efetiva. Apesar de serem robôs de combate, o arsenal utilizado por eles é tão pequeno, além de mal utilizado, que chega a ser surpreendente que eles derrotem os Kaijus. Tem muito mais a esse respeito, mas fica o aviso de que o filme não é lá muito elaborado no departamento roteiro.

Batalha na órbita terrestre. Uma das melhores cenas do filme.
Mas o filme está lá pelas batalhas e o visual fantástico dos Jaegers e Kaijus, coisa que o Guillermo del toro já tinha mostrado competência antes em Hellboy e O Labirinto do Fauno. Em particular, a batalha que se passa na órbita terrestre com o único Jaeger alado do filme é espetacular. Por mais que a gente saiba que uma ave não conseguiria voar até a órbita terrestre (momento suspensão de realidade). Destaque também para a cena em que o Gipsy Danger carrega um barco para usar como uma espécie de taco para descer a lenha num Kaiju (tem no trailer, inclusive). Semelhante a lista dos problemas de consistência no filme, poderia ficar um bom tempo falando de outras cenas de ação e do visual excepcional delas, mas fica a dica: o ingresso no cinema se paga com elas se você esquecer do resto.

A inspiração do filme deve muito aos animes Evangelion e Gunbuster. Muitas coisas ali, inclusive, arrisco dizer que não são mera coincidência e vão além de uma homenagem embutida no filme. A sincronização do piloto com o robô é copiado descaradamente de Evangelion, além da ideia de que os monstros viriam ordenadamente (e previsivelmente) até atingir o seu objetivo (se bem que Tokyo-3 era um alvo mais preciso). O próprio visual da Rinko Kikuchi como a Mako tem muito de Rei Ayanami, que só não é mais gritante por eles limitarem a colocar só duas mechas azuis no cabelo e pela Mako ser mais expressiva.

A inspiração e a cópia. Achei essa imagem aqui, então, não sou só eu não.

Já de Gunbuster vem muito o esquema do controle físico do robô. Apesar de sincronizar o cérebro com o robô, os pilotos devem se mover no interior dos robôs, bem parecido com a Buster Machine do último episódio. Sem contar, claro, com monstros que vem por uma espécie de portal para atacar a Terra, ou até a ideia de se ir até o lar dos Kaijus para cortar o mal pela raiz. 

No final das contas acabei me divertindo bastante observando as fontes das quais o Guillermo del Toro bebeu descaradamente. Além de aproveitar algumas das melhores cenas de ação da ficção científica recente, o que já pagaria a entrada. Mas se isso apenas não é o bastante pra você, fica a recomendação: espere sair na locadora ou assista algum dos originais. Pelo menos esses tem um quê de original a mais do que Pacific Rim.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ironstone Obsession 2011

Pois bem, eis que volto a escrever sobre vinhos depois de um tempo parado (mudança e otras cositas más). Apesar do backlog de vinhos, deve ter uma meia-dúzia esperando algumas palavras minhas, vou falar hoje desse vinho de usa symphony, desenvolvida na Califórnia. Vamos falar do Obsession 2011, da vinícola Ironstone. A uva symphony é uma mistura a partir de uvas moscatel da Alexandria com grenache cinza. É um vinho branco e meio seco, o que me fez ter certas reservas de início (meio seco, fala sério, toma refrigerante de uma vez). Mas a descrição de que ele acompanha bem queijos persillés, como o gorgonzola ou o outros bleus, me animou.




Pois bem, surpresa! O vinho combina perfeitamente com os queijos esverdeados e seus semelhantes. Não que eu duvidasse da descrição no SAQ, mas é uma daquelas combinações raras de sabores, em que os sabores não só se complementam, mas se amplificam e criam um terceiro sabor, muito superior aos sabores originais. A ressalva fica por conta de que o vinho não combina bem, necessariamente, com outros queijos. O petit rubys (um queijo mole de sabor forte), que eu comi junto, não teve grandes problemas (só não gerou um sabor novo), mas o queijo de cabra (terceiro da noite, afinal, era um jantar de queijos) gerou um sabor não muito agradável. 

O mais interessante foi quebrar o mito de que queijos fortes combinam com vinhos tintos. Definitivamente o queijo de cabra encontraria um contra-ponto mais adequado com um tinto, mas os queijos persillés, apesar de fortes, não combinam bem com um tinto como eles combinam com um vinho da uva symphony. Lendo um pouco mais descobri que vinhos brancos vão melhor com esses queijos. Um bom ponto de partida para explorar um pouco mais os vinhos brancos, apesar da minha preferência pelos tintos secos.

No final, vale a pena? Pelo preço de $14,80CAD no SAQ, é um vinho para se tomar nas ocasiões especiais em que se vai degustar um queijo verde, então é com certexa um vinho para se tomar com os amigos numa noite de queijos e vinhos, em que a fartura de opções impera, seja nos queijos, ou nos vinhos. Para uma aventura solo, é um pouco mais arriscado. Com o baixo teor alcoólico, apenas 11,5% (é um meio seco) o vinho foi inteiro, então, pode valer a pena de acordo com a ocasião.

sábado, 6 de abril de 2013

Novo Projeto

Resolvi começar a brincar de programar jogos de novo. Para isto, comecei um diário de desenvolvimento, o Chien Loco dev. Para quem se interessa pelo assunto, comentem à vontade.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Les Comtes Cahors Malbec 2011

Esse é irmão do Les Comtes Cahors 2011 que eu tomei aqui, também do Château de Mercues. Como o nome sugere, apesar da ser uma mistura de Malbec, Merlot e Tannat, a uva predominante é a primeira. O seu irmão já levava uma mistura maior de Malbec do que os outros Cahors que eu tomei, mas esse é mais ácido. É um vinho prêt à boire, pode ser tomado imediatamente ou estocado por até cinco ou sete anos, de acordo com a safra.


Para o serviço, é um vinho para se tomar apenas na temperatura ideal (de 16 a 18ºC), acima disso chega a ser difĩcil de beber. Abri a garrafa na temperatura ambiente e me arrependi. Nada que um pote com água gelada, sal grosso e um pouco de paciência não resolvessem, mas é bom manter em mente isso. Mesmo na tempratura ideal, o vinho não é um espetáculo de sabores como outros cahors que tomei antes, como o Château Didier Parnac 2010 ou o Château de Goudou 2011. Some a isso um preço de $14.85 CAD (quase o mesmo que os outros melhores), fica difícil justificar a compra, nem mesmo pelo critério variação (já que tem outros melhores na mesma faixa de preço).

 Mas dito tudo isto, vale a pena a observação de sempre: sobrou quanto da garrafa? Tomando sozinho, depois de um dia cansativo de trabalho, no qual a gente tende a ser um pouco mais indulgente e exagerar na perspectiva do fim de semana, sobrou pouco mais de 1/3 da garrafa. Muito para um vinho bom, mas longe de ser um vinho ruim. Só que pelo mesmo preço, tem vinho melhor que a gente seca a garrafa com gosto.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Baron Philippe de Rothschild - Cabernet Sauvignon 2011

Para variar, vamos com mais um vinho degustado na noite de hoje, para compensar o dia de trabalho cansativo. Dessa vez o escolhido foi um Caberbnet Sauvignon. Mas da vinícola francesa Baron Philippe de Rothschild. Talvez por não se um profundo entendedor da enologia francesa, fiquei surpreso em encontrar um vinho francês de cépage pura. Em gera, os franceses preferem as denominações controladas, como Bordeaux ou Cahors, que na verdade são misturas de várias uvas (para sabores mais ricos) e produzidos em uma região específica. 


Ao custo de $13.70CAD na SAQ,  o vinho atropela qualquer argentino ou chileno que eu já tomei na mesma faixa de preço no Brasil. É um vinho encorpado, mas que desce bem com o prato preferido de sexta a noite (pizza). Para variar, vou usar o critério PV de avaliação. Como a foto mostra, não sobrou nada para o dia seguinte, o que indica que o vinho é bom assim. É mais um daqueles para guardar no blog até o dia em que tiver a adega refrigerada em casa para manter uma boa quantidade para receber os amigos.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Louis Eschenaeur Bordeaux e Zéphyr

Seguindo a tradição de vinhos, vamos a mais dois que eu tomei recentemente. Pra começar, um Bordeaux tinto 2011 da Louis Escheneauer. Ao contrário do Mouton Cadet que eu tomei aqui, esse eu gostei. Ainda não foi um gostar estilo Cahors, mas certamente é um Bordeaux que eu repetiria a dose em outra oportunidade. O preço é amigável, $15.50CAD, ainda mais na oferta que dava desconto de três dólares na SAQ. Provavelmente devo experimentar outro Bordeaux, talvez de uma gama mais elevada, para ver se achou um coup de coeur. Até agora, se fosse fazer um jantar em casa para amigos, talvez levasse uma garrafa de bordeaux para aumentar a variedade. Mas numa contenção de gastos, não teria pena em deixar um Bordeaux para levar um Cahors. Como curiosidade, o capricho da vinícola é impecável, garrafa com detalhes em relevo e etiqueta com número serial completam o pacote.


Finalmente, o Zéphyr, um vinho de sobremesa diferente, de morango, produzido aqui no Québec e com cara de vinho rosé. Eu acho estranho algo feito de morango ser chamado de vinho, mas se os especialistas chamam, não discuto. É um vinho caro, $27.00CAD na SAQ, acho que o mais caro que eu comprei para consumo pessoal (presente a gente abre a mão). Ainda mais se pensar que é uma garrafa de 500ml. Comprei não só porque o vinho é bom, mas porque a Melissa gostou dele na degustação, coisa rara. A sorte é que provei ele logo depois de comermos um doce, que é o jeito certo de se tomar esse vinho. Tentei tomar ele "no seco", sem um acompanhamento doce, mas o resultado não foi bom. Ao contrário de um vinho do Porto, que vai bem mesmo sozinho ou como aperitivo. Fazer uma descrição de aromas e sabores desse vinho é sacanagem, ele cheira a morango e tem gosto de morango. Como era esperado. Recomendado para fugir do lugar comum, mas só de vez em quando.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Les Comtes - Cahors 2011

Seguindo a tradição de falar de vinhos no blog, vamos hoje falar de um Cahors, que está se tornando uma preferência nos fins de semana. Dessa vez é um Les Comtes, do Château de Mercues de 2011. Como todo cahors que se preze, é um vinho com aroma de frutas e de flores e que vai bem com carnes, mas combina bem com a pizza de sexta-feira sem maiores problemas (mais pelo molho de tomate, diga-se de passagem


O preço dele é bem amigável, $14.85CAD no SAQ. Ele pode ser tomado até 7 anos depois do ano de produção, mas também pode ser bebido logo após a produção sem maiores prejuízos. É um vinho que se compara bem ao Château de Gaudou. Apesar da diferença de preço ser pequena ($0.30CAD), a composição desse é bem diferente, 70% de uva Malbec, 20% de Merlot e 10% de Tannat. Ao contrário do Gaudou, que eu tomei a garrafa na boa, o fator tânico mais elevado do Les Comtes (10% de uva Tannat, contra 5% do Gaudou) fez com que sobrasse um pouco. 

No preço normal, ficaria com o Château de Gaudou, mas na oferta, como hoje, o Les Comtes é uma excelente pedida. Se bem que arrisco dizer que se o vinho se chamar cahors, ele tem grandes chance de agradar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Ethnicity 01

Para que o blog não vire simplesmente uma referência sobre vinhos, vou começar a falar sobre outro hobby meu, mangás. Aqui em Montreal ler mangás é bem acessível, nem tanto pelo preço, mas pela biblioteca central do Québec ter uma seção de quadrinhos enorme, contando com várias prateleiras de mangá. Tanto em francês como em inglês. Acesso a cultura é isso.

Um que eu li recentemente é o Ethnicity 01, de Nobuaki Tadano. O cenário é uma distopia pós-apocalíptica na qual humanos vivem em Sensoram, uma cidade reduzida e extremamente controlada. Todos cidadão são monitorados por assistentes pessoais, os e-Pets, designados para guiá-los no seu dia-a-dia e a tomar decisões que mantenham a ordem do local. É neste cenário que a protagonista principal, Niko, conhece Astha, um infiltrado das zonas brancas, áreas para os exilados de Sensoram.
Exilada por traição (involuntária), Niko acaba descobrindo a verdade sobre a razão de existirem as zonas brancas, como elas conseguem se manter sem nenhum recurso especial e da sua função para a manutenção de Sensoram. Tem todo um cenário com grupos revolucionários e algum mistério com as motivações de alguns personagens. O mangá tem uma boa premissa e consegue segurar bem nos seus três volumes (na medida), mas é certo que ele era planejado para ser um pouco mais longo e foi encurtado.

A parte final do mangá, em que as revelações são feitas e conhecemos Ethnicity 01, é coerente, mas fica uma sensação razoável de previsibilidade. É difícil ver a solução encontrada para resolver  como algo difícil de se imaginar, ou, pior ainda, como o responsável parcial por ela não pensou nisso antes. Eu diria que é satisfatório, mas com certeza não aproveita todo o potencial do cenário construído nos dois volumes anteriores.

Em parte o mangá é uma oportunidade perdida de uma boa ficção científica que provavelmente enfrentou uma decisão editorial difícil no final do segundo volume. Mas  responsabilidade é do autor em si, tendo lido o 7 Milliards d'Aiguilles (7 Bilhões de Agulhas) fica a impressão que o Nobuaki Tadano tem boas ideias, mas rola um bloqueio na hora de desenvolver e encaminhar a conclusão. Pessoalmente, gostei mais de Ethnicity 01 e provavelmente não reclamaria de ler outro mangá dele. Da biblioteca, claro.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Gray Fox Chadornnay 2011

Fazia tempo que não postava sobre apenas um vinho, mas como hoje estava inspirado, vamos lá. O vinho da noite de hoje é um chadornnay 2011, da vinícola Gray Fox (Califórnia). Esse eu não escondo, comprei pelo preço abaixo da casa dos 2 dígitos ($9.60CAD no SAQ). Também pela vinícola, que invoca Metal Gear 2: Solid Snake no nome e no desenho do rótulo.


Como todo chadornnay, é um vinho fácil de beber. Tomei ele acompanhando uma pizza de 3 queijos e aprovei sem maiores restrições. Para a pizza de pepperoni e bacon não combinou muito bem, mas isso já era esperado. Fazendo uma comparação, ele está abaixo do Mouton Cadet branco (Bordeaux branco, predominante chadornnay que tomei aqui), mas com o preço quase $6 mais barato, não tem problema. O problema é que ele não é tão acima do Citra Terre de Chieti 2011, outro chadornnay que tomei aqui. Além de ser uma garrafa de litro, esse italiano custa $9.95, uma barganha se você está procurando um vinho branco italiano para tomar com alguns amigos.

Pelo custo benefício, se fosse tomar com alguns amigos e impressionar com um vinho bom e de baixo custo, iria de Terre de Chieti sem medo (um litro dá para três pessoas normais fazerem uma janta/almoço). Mas para tomar sozinho, sem maiores compromissos e sem preocupação de jogar vinho fora na sequência porque não tomou tudo, o Gray Fox é uma boa opção de custo/benefício/sabor. Isto é, se você não se empolgar e tomar sozinho quase toda a garrafa, porque o vinho desce bem mesmo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Começando o Ano com Vinhos

Primeira postagem do ano, começando com os vinhos tomados na ceia do ano novo.


Abrimos primeiro  o Mouton Cadet 2010, do château Baron Philippe de Rothshcild, um bordeaux tinto, irmão do branco que eu comentei aqui.  Como o branco me deixou bastante satisfeito, esperava bastante do tinto. Porém as expectativa não foi a altura. Por $16.15CAD eu esperava um pouco mais do vinho. Não chega a ser ruim, mas perto do branco, fica a dever. Em compensação, o Cahors 2010 do Château Saint Didier-Parnac não fez feio. Por $15.95CAD é bem próximo ao que eu tomei aqui. Recomendo para acompanhar carnes vermelhas. Grande escolha do amigo Rafael Menelau.


 Para a tradição da virada, não podia faltar um espumante. Fomos com um italiano, o Capené Malvolti ($14.85CAD) brut seco, seguido de um francês, um Les Truffes da Laurent Chaumet (esse deve vender no mercado, sem preço no SAQ). Dos dois, fico com o francês, que eu tomei depois. A diferença é grande entre eles, apesar do italiano ser dito frutado, o francês é disparado bem mais fácil de beber. Apesar da Itália produzir bons vinhos a um custo acessível, não foi bem o caso desse espumante. Nesse dia, o francês que o Fabio Diettrich trouxe ganhou disparado.


Finalmente, com a família reunida, fui com o meu cunhado Rafael comprar vinhos para a janta. Começamos com um Shiraz Reserve 2010 da Jacob's Creek de Barossa Valley ($19.95CAD no SAQ). É um dos vinhos mais badalados da Austrália. Ganha fácil da vinícola de segunda linha deles que eu tomei aqui, mas ainda assim um pouco atrás do Promised Land 2009 (mesmo post). Em seguida, tomamos um italiano, o Dogajolo Toscano 2011 da vinícola Carpineto, de uva predominante sangiovese. Esse eu achei bastante fácil de beber, apesar de não ter chego a um consenso com os demais degustadores da noite. No geral fico com o italiano, tanto por ser mais fácil de beber como pelo custo. Mas, para uma variada, o shiraz da Jacob's Creek é uma excelente pedida.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Château de Gaudou - Cahors 2011

Eu achei que não ia mais falar de vinho esse ano, mas esse de hoje merece uma postagem extra. Comprei um Cahors 2011 do Château de Gaudou (França), a $15.15CAD no SAQ. Não costumo confiar muito em selos de premiação nos vinhos, mas esse é um dos que faz jus a sua etiqueta dourada.


É um vinho fácil de tomar, com uma mistura de uvas Malbec (80%), Merlot (15%) e Tannat (5%). É um vinho frutado e pouco tânico (mais pela mistura de 5% de uva tannat no meio), que combina bem com queijos fortes ou moles (comi com queijo roquefort e brie), lasanha ao sugo ou bolonhesa (que comi do soborô do almoço) e carnes assadas. 

Mas, a melhor maneira de se passar a impressão do vinho é pela empolgação com que o tomamos. No caso desse, tomei a garrafa na janta. De uma vez só, sem deixar um resto para o dia seguinte (e ainda vim aqui escrever sobre ele). Acho que isso sozinho diz muita coisa.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Encerrando os Vinhos do Ano

Tem vinho nessa lista que tem mais de 2 meses esperando para ser comentado. Como esse provavelmente deve ser o último post sobre vinhos que faço em 2012, vamos fechar o ano com uma lista variada de vinhos, incluindo um branco francês.


Pra começar, um vinho diferente, um Merlot da australiana The Litthe Penguin. Esse eu tomei num queijos e vinhos que a gente organizou no LIVIA e, apesar do vinho ser pouco tânico e teroricamente combinar com os queijos servidos, ele deixou a desejar. O preço de $10CAD não deixa reclamar muito pelo menos. Quem sabe deixando ele envelhecer um pouco dê pra aproveitar o seu potencial.


Esse Cabernet Sauvignon reserva da Trapiche eu tomei ele nesse mesmo queijos e vinhos, mas foi posteriormente com uma pizza que eu tive uma opinião formada sobre ele. Apesar de ser um vinho premiado, etc e tal, ele não é um vinho que potencializa a mistura da comida com o vinho como eu esperaria de um reserva da Trapiche. Pelos $14CAD que ele custa, dá pra comprar vinhos melhores por aqui. O curioso é que ele custa aqui, no Canadá, menos do que no Brasil, para dar uma ideia de como vinho é caro na terra verde-e-amarela.


Esse Bordeaux Mouton Cadet da Baron Rothschild eu tomei como acompanhamento de um filé de salmão. A harmonização foi na medida, já que o bordeaux branco é uma mistura de uvas em que predomina a chadornnay. Compro ele de novo em outra ocasião, apesar do preço um pouco mais elevado de $16CAD.


Já esse Valle della Rosa italiano foi uma surpresa. É um vinho de mercado (não venda na SAQ, apesar de ser importado por ela), custa $12CAD e ainda não achei as uvas usadas na vinificação. Mas desceu muito bem com uma pizza. Acredito que com outros pratos a base de molho de tomate também harmonize muito bem.





No meu aniversário fiz uma pizza em casa e comprei alguns vinhos. O primeiro foi esse shiraz da Yellow Tail. Apesar de shiraz ser a uva mais representativa da Austrália, esse shiraz ficou abaixo da expectativa. Se não me engano era um 2011 e saiu $13.65CAD a garrafa, pode ser que o ano não tenha sido tão generoso (o 2008 custa o dobro) ou que simplesmente seja preciso aguardar um pouco para tomá-lo melhor. Já esse montepulciano d'abbruzzo (uva e região) Majolica 2009 foi show de bola. Produzido pela Podere Castorani, a harmonia com o molho a base de tomate foi excepcional. Como todo bom vinho italiano, custa pouco, $13CAD. Esse com certeza compro outra vez.


Esse Catedral Dão 2008 da Caves Velhas, presente do meu amigo Eduardo Vellasques, é um vinho tinto, misturando três tipos de uvas portuguesas: roriz, alfrocheiro e touriga. O preço é convidativo, $13.15CAD para um vinho de 2008 que harmoniza muito bem com pratos a base de molho de tomate.


Finalmente, esse merlot 2011 da Sartori foi o acompanhamento da ceia de natal desse ano. Como um bom merlot, combina bem com vários pratos, incluindo aves. Apesar de bastante jovem, o vinho desceu muito bem. Associe isso ao preço de $10.80CAD e temos um bom vinho italiano, que faz jus a fama do país de produzir vinhos de boa qualidade e bom preço.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Spaghetti Carbonara

Um prato que é unanimidade aqui em casa é o spaghetti carbonara. Só que até hoje não tinha achado uma receita razoável para fazer em casa, aliando praticidade e sabor. Até que achei essa receita aqui (vídeo em francês). Não é 100% carbonara, mas o resultado é saboroso, bem próximo ao original, além de bonito de se ver.


Os ingredientes:
  • 250g (mais ou menos 10 fatias finas ) de bacon, cortadas em pedaço
  • 1 xícara de queijo Romano ralado (na falta vá de queijo Grana, ou, em último caso, Parmesão mesmo) 
  • 500g de spaghetti (o nº5 da Barilla fica excepcional)
  • 4 ovos 
  • Salsinha italiana
  • Pimenta preta
O passo a passo é o mais importante, então vamos lá. Comece picando o bacon em pedaços retangulares (uma tira de bacon deve ser cortada pelo umas 7 vezes). Em seguida, frite o bacon até deixá-lo mais crocante. Tire da frigideira e coloque numa vasilha (de vidro) com metade da gordura da fritura. Jogue fora o resto da gordura e reserve o bacon e só utilize-o quando estiver frio.

Em seguida, coloque para ferver uma panela d'água (pode ser enquanto o bacon termina de esfriar). Pegue um pote fundo (tem que entrar o macarrão e todo o resto), bata os 4 ovos e misture o queijo ralado. Prepare o macarrão como de costume até ficar al dente. Nesse meio tempo, lave e pique a salsinha.

Um pouco antes do macarrão ficar pronto, faça o molho. Misture o bacon e a gordura (que devem estar frios) com os ovos e o queijo. Tome cuidado nessa parte, se o bacon estiver quente ainda, os ovos vão cozinhar com o calor do bacon e vai dar errado. Se tiver dúvidas do tempo, espere o bacon esfriar e depois faça o macarrão.

Finalmente, coloque o macarrão no pote com o molho e misture para deixar o macarrão homogêneo. Para não ficar seco, coloque duas conchas da água que foi usada para cozinhar o macarrão. Por fim, misture a salsinha e tempere com pimenta preta a gosto.

Opcionais para acompanhamento: pimenta calabresa (vermelha, dá um gosto a mais), queijo parmesão ralado e um bom vinho.

domingo, 7 de outubro de 2012

Geral de Vinhos

Eu ia fazer uma postagem individual de cada vinho, mas como foi acumulando ao longo dos últimos meses e eu ia acabar não falando deles em detalhes (até por faltarem descrições mais detalhadas de olfato e paladar), vai um apanhado dos vinhos diferentes que tomei recentemente. Para começar dois Shiraz tomados na sua terra de produção, a Austrália. Esses eu tomei quando fui ao IJCNN com dois colegas, o Luiz Oliveira e o Alessandro Köeirich.

Começamos com o shiraz 2010 Promised Land da Taylors, um vinho do qual não tínhamos ouvido falar nada. Mas arriscamos a compra por causa das medalhas na etiqueta e, surpresa, foi o melhor vinho que tomei na viagem. O defeito desse vinho é que não achei ele fora da Austrália, está fora do catálogo da SAQ. Custou 13 paus Australianos e valeu centavo por centavo o valor pago. Um vinho excelente para se tomar numa boa conversa, mesmo sem acompanhar um prato.


O segundo  vinho do dia foi outro shiraz, um 2009 do sudeste australiano, mas de uma vinícola mais conhecida, a Jacob's Creek. Apesar de bem conhecido como o vinho que representa o país, na Austrália esse é vinho de quitanda, custou 12 dólares Australianos e alguns centavos (aqui no Canadá custa na base do 14 dólares, é um preço razoável). A expectativa da reputação e a boa surpresa com o Promised Land fizeram com que o Jacob's Creek decepcionasse. Pelo menos o ano de 2009 não é um vinho tão bom assim para justificar o preço cobrado, já que por um dólar a mais compramos um vinho bem melhor, nem desce tão bem sem nenhum acompanhamento. Talvez com a harmonização ideal dê para revelar mais do seu potencial, mas como apenas um vinho para se tomar num bate papo, com certeza deve muito. Quem sabe um Jacob's Creek produzido em Barossa Valley (aqui no Canadá na base dos 19 dólares) caia melhor, mas esse ficou a dever.


O próximo foi um que o Rafael Menelau trouxe num dia que eu fiz uma pizza aqui em casa, um Chianti 2010 da Antolini Maza (italiano), um vinho DOCG (denominação de origem controlada e garantida, traduzindo para o bom português). Como todo vinho italiano, o preço é convidativo (acho que 15 dólares canadenses) e o sabor é excepcional, combinando perfeitamente com massas a base de tomate. Tomamos a garrafa como se fosse refrigerante, não sobrou nada para contar a história. Não só recomendo como compraria ele.


Para não ficar só nos vinhos tintos, também tomei com meus pais um Vigna di Gabri 2010 da vinícola Donnafugatta, um DOP italiano (denominação de origem protegida, outro sistema de nomenclatura italiano). Custou 19 dólares canadenses, mas o benefício dele é excepcional, ainda se levar em consideração que ele harmoniza com comidas a base de alho (no dia comi um filé de linguado com molho de alho), algo que me dizem que é difícil de se conseguir. Ele é uma mistura predominante de uva chadornnay e parte uva ansonica.


Já que falei de um vinho branco, falo de outro que tomei na sequência, um chadornnay 2011 da Citra Terre de Chieti (outro italiano). Como um bom chadornnay ele harmoniza bem com frutos do mar (comi salmão no dia), como todo italiano o vinho bom não custa muito caro e desce bem. Foram 9,95 dólares por uma garrafa de litro, achar um custo benefício melhor é complicado. Não abriria ele numa ocasião especial, mas para uma refeição quotidiana é um excelente vinho de acompanhamento.



Pra fechar, um shiraz californiano que tomei hoje, um Barefoot (sem indicação de ano de produção, deve ser um 2012, no máximo um 2011). Confesso que esse eu peguei olhando o preço, 9,95 dólares canadenses (só perdeu para um italiano que tomei com meus pais), para acompanhar uma lasanha que eu fiz no almoço. Tomando ele sozinho, não é nem de longe o melhor shiraz que eu tomei (fica abaixo do Jacob's Creek, por exemplo). Porém esse é um excelente vinho de mesa, bateu perfeitamente com o  molho de tomate da lasanha. Tão bom que tomei 2/3 da garrafa só no almoço (o resto foi fechado a vácuo e tomado durante a janta). Ele é um vinho com cheiro e fundo de madeira, como muitos shiraz. Compraria sem medo para fazer outra refeição.

domingo, 20 de maio de 2012

Louis Jadot, Beaujolais-Villages Combe aux Jacques, 2010

Vinícola: Maison Louis Jadot
Vinho: Beaujolais-Villages Combe aux Jacques
Ano: 2010
País: França
Tipo: tinto, seco
IMV: 78
Uva: gamay (Borgonha)
Teor alcóolico: 13%
Temperatura de consumo: 14 a 16 graus Celsius
Harmonização testada: lasanha de presunto ao molho de tomate
Preço: $16.25CAD
Data de consumo: 20/05/2012


Outro vinho para consumo jovem (de 1 a 3 anos após a vinificação), esse beaujolais da Louis Jadot possui uma acidez não muito acentuada, com taninos moderados. Assim, se destaca por ser um bom vinho para se tomar com uma refeição, mas que pode ser apreciado como bebida de uma boa conversa. Vinho frutado (com toques florais, segundo alguns), de corpo médio e com baixa translucência, mas que não chega a bloquear a luz. Além da harmonização com pratos a base de molho de tomate, ele é recomendado para acompanhar coelho assado com cerejas, guisados e queijos moles com casca limpa.